A terra precisa de ajuda e somos a geração que pode fazer as pazes com a natureza

A Terra precisa de ajuda !/? Qual será a pontuação que deveremos usar para começar esta reflexão?
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Salve! Salve! Salve!

A Terra precisa de ajuda !/? Qual será a pontuação que deveremos usar para começar esta reflexão?

 

Vejamos, as perdas na natureza, o declínio da biodiversidade, as poluições, as emergências climáticas estão ameaçando cada vez mais a destruição do nosso planeta (nosso lar, nossa casa) e a eliminação de muitas das milhões de espécies que compartilham conosco a nossa casa.

 

Discussões, reflexões, politicas, pesquisas, projetos, ações, iniciativas ao longo dos longos anos têm vindo a ser feitas sempre com a preocupação de salvaguardar o ambiente no seu estado normal, tentando reduzir ao máximo a sua degradação, que cada vez mais se parece inevitável caso não agirmos hoje e agora para reverter os prejuízos e restaurar a nossa casa (Terra).

 

5 de Junho é o dia em que celebramos o dia Mundial do Ambiente e como qualquer celebração é um dia em que todas as atenções voltam-se para o Ambiente e os seus problemas bem como a sua importância e potencialidades.

 

Contextualizemos:

 

A celebração do Dia Mundial do Ambiente teve início em 1972 e a data é celebrada anualmente para responder as preocupações globais sobre o ambiente e propõe reflexões para melhores soluções para a conservação dos recursos e habitats e as melhores soluções para a exploração sustentável dos mesmos impulsionando esforços globais em prol da proteção do planeta.

 

A data foi escolhida para festejar o dia que marca início da Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente e certamente é o dia mais emblemático a nível mundial para o calendário ambiental e para o próprio ambiente, é o dia em que todos os países, todas as nações, todos os governos, todos as mídias, todas as escolas, todas as ONG´s, todas as pessoas, todas as crianças vêm o ambiente como a rainha planetária.

 

Este ano, o Dia Mundial do Ambiente é dedicado ao tema “Restauração de Ecossistemas” para a proteção e reanimação dos ecossistemas em todo o mundo, e é o ano em que a Nações Unidas faz o lançamento da Década da Nações Unidas para Restauração de Ecossistemas (2021-2030) onde os indivíduos e grupos, governos, empresas e organizações de todos os tipos podem unir forças em um movimento global e local para parar, reduzir e reverter a degradação dos ecossistemas e proteger um futuro sustentável para todos e todas nos próximos 10 anos com mais compromisso e ações em busca de um planeta ecologicamente equilibrado.

Até 2030, precisamos diminuir quase pela metade as emissões de gases do efeito estufa para prevenir uma devastadora mudança climática”

Dez anos parece ser um longo tempo, mas realmente passa muito rápido. Até 2030, precisamos diminuir quase pela metade as emissões de gases do efeito estufa para prevenir uma devastadora mudança climática. Um enorme progresso é necessário para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a partir da eliminação da pobreza e do combate a doenças, a fim de proteger a biodiversidade. Precisamos mudar a curva da perda de biodiversidade – uma tendência assustadora que pode levar à extinção de um milhão de espécies.

Ecossistemas saudáveis são vitais para cumprir essas metas. Restaurá-los é um desafio enorme. No entanto, cada vez mais pessoas percebem que devemos mudar nossos hábitos e nos mover urgentemente para proteger e reconstruir a natureza para o bem das gerações futuras e pelo compromisso que temos com casa onde vivemos.

 

Restaurar ecossistemas significa também proteger a sua biodiversidade e ajudá-los a entregar benefícios para pessoas e natureza. Significa usar ecossistemas em terra e nos oceanos de maneira que fortaleçam os seus recursos e processos naturais. As ações para a restauração também podem prevenir a degradação ou reduzir seu grau e extensão.

 

E nós poderemos nos envolver fazendo escolhas inteligentes, agindo de forma coletiva através das nossas ações, que passa por mudar o nosso comportamento e gastos para diminuir nossa pegada ambiental local e global para a restauração da natureza, em vez de prejudicá-la e encorajar outros ao nosso redor a fazerem o mesmo.

 

A DÉCADA DA RESTAURAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS, não é uma tarefa exclusiva da ONU, mas sim, de todos os países, e em cada país, as responsabilidade recaem sobre os organismos governamentais, para funcionarem como bons reguladores e promotores de politicas e programas sustentáveis (conforme as Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, ODS) em todos os níveis, e, também, é claro, sem pretender substituir as ações que são de responsabilidade dos poderes públicos; por parte de todas as demais entidades e organizações das sociedades, incluindo a população como um todo, considerando, inclusive as ações individuais, de cada pessoa em seu local de residência, sua vizinhança, seu trabalho, sua cidade, bairro.

Proteger o que temos e curar o que já danificamos é uma tarefa muito desafiadora para qualquer um de nós”

Para não me alongar, gostaria de mencionar um exemplo cabo-verdiano para o Mundo, que é a proteção das Tartarugas Marinhas (TM), que tornou hoje Cabo Verde numa referência a nível mundial, na proteção desta espécie aumentando o número de indivíduos no nosso território e a diminuição da morte das mesmas, com um envolvimento direto do governo, das entidades não governamentais, das organizações sem fins lucrativos, das comunidades, dos pescadores, dos pesquisadores, dos voluntários nacionais e internacionais e das pessoas individuais que assumiram este desafio de proteger, conservar e valorizar esta espécie com uma marca nacional e para o Mundo.

 

Proteger o que temos e curar o que já danificamos é uma tarefa muito desafiadora para qualquer um de nós e, para qualquer entidade conduzir para combater a degradação ambiental e restaurar os ecossistemas, como pretendem as Nações Unidas, e exige de cada um de nós muita coragem, ação e espírito de luta individual e coletiva.

 

Só assim iremos deixar o ambiente, realmente, saudável para as futuras gerações e não um rastro de deflorestação, erosão dos solos, perda de espécies emblemáticas, poluição do ar, das águas e alteração no regime das chuvas, contribuindo para crises hídricas, que facilmente é percebida entre nós, com sérias conseqüências no sistema produtivo.

Ou agimos coletivamente de forma responsável e urgente ou estaremos todos contribuindo para o passamento, ambientalmente falando!

Minha amiga, meu amigo, este é o momento para uma reflexão profunda, portanto vamos refletir, de uma maneira crítica, criadora e responsável, um pouco mais sobre todas essas questões para ver o que cabe cada um de nós fazer, não apenas individualmente, mas principalmente de forma coletiva, afinal, somos todos residentes nessa casa, chamada TERRA e nossos destinos estão umbilicalmente interligados.

 

Ou agimos coletivamente de forma responsável e urgente ou estaremos todos contribuindo para o passamento, ambientalmente falando!

 

A terra precisa de ajuda e nós somos a geração que pode fazer as pazes com a natureza.

 

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Nuno Ribeiro

Nuno Ribeiro

Gestor Ambiental/Islands Consulting

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