Abraão Vicente diz que “era muito mais fácil desistir (…)” do Atlantic Music Expo

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas considerou na segunda-feira, 13, que, após dois anos de paragem do AME por causa da pandemia, seria “muito mais” fácil desistir, pelo que elogiou a organização pela remontagem da marca.

“Quero, antes de mais, fazer uma nota de elogio público ao Gugas Veiga e a sua equipa. Acompanhamos o processo de remontagem da marca AME.
Podia ter caído no esquecimento, poderia (…) Era mais fácil esquecer, era muito mais fácil desistir, era muito mais fácil não bater à porta do Fundo do Turismo, do Governo de Cabo Verde, da câmara municipal, da Assembleia Nacional, da Garantia, da Cabo Verde Telecom e dos demais parceiros … era muito mais fácil”, declarou o governante.

Abraão Vicente, que discursava na cerimónia de abertura da oitava edição do Atlantic Music Expo (AME), na Cidade da Praia, disse ainda que o diretor do AME, Gugas Veiga, “tem um dom de ser chato quando quer e quando é necessário”.

“Chato no sentido de enviar repetidas vezes os projetos, de insistir que é necessário sublinhar que não é um projeto com fins lucrativos e que a sua única e absoluta ambição é promover Cabo Verde”, continuou o ministro.

Abraão Vicente lembrou que foi assim com a participação do Omex na cidade do Porto no ano passado, foi assim durante este percurso desde o início do ano para arrecadar parcerias e foi assim até poucos dias quando o Fundo do Turismo desbloqueou parte do financiamento de 70% que eram remanescente e “aqui também fica um elogio a toda estrutura do Turismo em Cabo Verde”, completou o ministro.

Este engajamento é para Abraão Vicente prova de que Cabo Verde mudou nos últimos tempos, uma vez que não é o ministério da Cultura quem financia o AME e grande parte dos eventos culturais em Cabo Verde, mas sim o Fundo do Turismo.

“Isso para explicar que Cabo Verde é música muito mais do que as praias, o sol e as nossas paisagens. É um bem imaterial que nos alimenta.

É o combustível da nossa Nação. O Turismo reconheceu. O Banco Mundial, a União Europeia, os Estados Unidos da América, enfim, os nossos grandes parceiros já reconheceram que podemos ter todas as belezas naturais, mas que sem o nosso conteúdo maior que é a música não temos turismo, não temos um destino qualificado”, continuou.

Em nome do Governo, Abraão Vicente agradeceu também aos patrocinadores privados do AME, sem os quais, disse,  não seria possível colocar o AME e as grandes marcas culturais, que estiveram paradas, no palco outra vez.

“Quero também por esta via agradecer a Câmara Municipal da Praia pelo reengajamento e pela retoma desta grande marca.  Não há AME, não há Krioll Jazz Festival sem a parceria da câmara da Praia, que é um parceiro umbilical dessas duas marcas, desde os mandatos anteriores”, disse.

O ministro da Cultura agradeceu também os profissionais da música, todos os criativos, todos os editores e aos 22 jornalistas de “cadeias de grandes marcas da imprensa internacional” que estão na Praia para divulgar o AME.

O AME conta com parceria do Governo, câmaras municipais da Praia e São Vicente, CVTelecom, Garantia Seguros, ADS Grupo e ASA.

O AME-CV é uma feira mundial da música onde profissionais da música, ‘managers’, produtores, jornalistas, empresários, diretores de salas e de festivais, agentes, ‘bookers’, distribuidores, videastas, fotógrafos, fabricantes de instrumentos, equipamentos e acessórios diversos, de todo o mundo, expõem os seus produtos e refletem sobre a sua área de atividade.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Agenda