Academia Cabo-verdiana de Letras lança “Grande Prémio Literário” no valor de mil contos

A Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL) lançou na tarde desta terça-feira, 10, na sua sede no Platô o “Grande Prémio Literário”, concurso exclusivo a escritores cabo-verdianos e que tem como galardão um prémio de 1000 contos, totalmente financiado pelo BAI-CV.

Revelado esta tarde, o “Grande Prémio Literário” é aberto a todos os escritores cabo-verdianos, independentemente da sua localização, que poderão concorrer com as suas obras inéditas a partir de Junho, sendo que a distinção só será entregue em Novembro de 2023, uma forma encontrada pela ACL para evitar a pressão dos escritores ao concurso.

Escrita apurada capaz de projectar Cabo Verde e ou o escritor ao mundo afigura-se, como um requisito para este prémio com qual a ACL almeja homenagear “a boa escrita cabo-verdiana, aqueles que se dedicam à escrita, com maturidade” num país com dois Prémios Camões, conquistados por Arménio Vieira e Germano Almeida.

Esta parceria entre as duas partes foi o mote de um protocolo de cooperação rubricado nesta cerimónia de apresentação pública do prémio, para além desta instituição financeira comprometer-se, durante este ciclo de dois anos, a ajudar a ACL nas publicações das suas obras literárias.

O presidente da ACL apresentou o “Grande Prémio Literário” como um procedimento que veio de um longo processo e ressaltou a forma como o mecenato em Cabo Verde proporcionou este condão de despertar sensibilidades no ramo da literatura, com um outro olhar, convicto de que em Cabo Verde haja “uma escrita pujante”.

Daniel Medina realçou a responsabilidade social correspondida pelos mecenas, alegando que demonstra sensibilidade e um olhar muito acutilante que ultrapassa, muitas vezes, fronteiras de sensibilidades, pelo que considerou que com esta parceria esta instituição financeira simboliza o reconhecimento da identidade da escrita cabo-verdiana.

O presidente da comissão executiva do BAI Cabo Verde, por sua vez, referiu que esta parceria veio fazer jus ao desígnio da ACL, por ser “o expoente máximo daquilo que é a cultura literária de Cabo Verde e faz jus à honra e ao legado daquilo que sãos os escritores cabo-verdianos de todas as épocas e gerações, pelo nome que deram à literatura cabo-verdiana e aos prémios”.

Carlos Baessa Chaves comprometeu-se, através deste acordo, a fazer o possível para não só distinguir aquele que for o prémio literário anual, mas também tornar viável a publicação de obras literárias, “com um patrocínio literário e simbólico para sentirem encorajados a escrever e, honrados não só moralmente, mas também financeiramente pelo trabalho de gerações”.

Inforpress

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