Amílcar e Cabral juntos em palco num monólogo sobre o legado do líder africano

Amílcar e Cabral são duas personagens que sobem ao palco do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, em Algés, no início de outubro, pela interpretação de Ângelo Torres, que revela os dois homens que existiam neste líder da independência africana.

“Amílcar Geração” é um monólogo dramático em três atos, com a figura do “pai” da independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau como tema, assim como o seu legado, segundo a companhia de teatro, em comunicado.

Escrita e encenada por Guilherme Mendonça, a peça pretendeu, através desta formulação dramatúrgica, “encontrar um tratamento compósito da figura de Cabral: Um retrato e uma reflexão sobre o impacto da sua vida e pensamento nas gerações que o seguiram”, explica a Companhia de Atores.

“A premissa central de Amílcar Geração é a ideia de que confluem em Amílcar Cabral dois homens — um a que chamamos Cabral e um outro a que chamamos Amílcar”, prossegue a nota.

Na obra, com produção executiva de Nuno Pratas, Cabral é “o homem que sistemática e cientificamente levou a cabo um plano magistral para a independência de dois países” e Amílcar é “o homem terreno, que se apaixonou por uma transmontana, que estudou engenharia agrónoma, que se confrontou com a miséria em Cabo Verde, em Portugal e em Angola, e que gostava de jogar futebol”.

A peça estará em cena nos dias 30 de setembro e 01, 07 e 08 de outubro, a poucos meses de se assinalar meio século após a morte de Amílcar Cabral. Em 2024 vai celebrar-se o centenário do seu nascimento.

Fundador do então Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que em Cabo Verde deu lugar ao Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), e líder dos movimentos independentistas nos dois países, Amílcar Cabral foi assassinado em 20 de janeiro de 1973, em Conacri.

Lusa

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