Apesar do atraso no transporte dos equipamentos, tudo a postos para arranque do “maior festival de Cabo Verde”

Em conversa com o Balai Cabo Verde, o diretor da comissão do Festival Internacional de Santa Maria, Hermínio Monteiro, diz que, apesar do atraso na chegada dos equipamentos na ilha do Sal, os preparativos estão a decorrer na normalidade. “Neste momento, temos na arena a equipa em massa a trabalhar em vários setores para podermos concluir toda a estrutura”.
Ilha do Sal

Após dois anos de pausa devido à pandemia da Covid-19, está tudo a postos para o regresso do Festival Internacional Santa Maria, que este ano acontece sob o lema “Djad’Sal Junt ma Diáspora”.

Segundo o diretor da comissão do Festival Internacional de Santa Maria, Hermínio Monteiro, apesar do atraso na chegada dos equipamentos na ilha do Sal, os preparativos estão a decorrer na normalidade.

“Neste momento temos aqui a equipa em massa a trabalhar em vários setores para podermos concluir toda a estrutura. O único atraso que estamos a ter, creio que é ultrapassável e que não vai influenciar em termos de cumprimento do horário do arranque do festival, é a questão do som. São questões que fogem ao controle da comissão. Houve um atraso no transporte marítimo que liga as ilhas de Santiago e Sal, o barco veio via Boa Vista e só chegou hoje por volta das 04h00 da manhã. Felizmente, houve um envolvimento de todo o pessoal e neste momento estamos a descarregar todos os equipamentos de som na arena.”

A mesma fonte realça que o transporte tem sido um grande problema em todo o país e chegou a colocar em causa a realização do festival de Santa Maria.

“Aliás, houve um momento em que estávamos um pouco preocupados com a realização do festival. Inicialmente, tivemos problema com o transporte do material de vedação que estava na ilha de São Vicente na altura do Festival Baía das Gatas. (…) Felizmente, esta parte foi superada. Neste momento, podemos dizer que tudo aquilo que é em termos de equipamentos de som, vedação, imagem, iluminação, já está na arena do festival.”

Organizar o festival após dois anos de paragem devido à pandemia da Covid-19 está a ser um “desafio” para a organização.

“Não deixa de ser um desafio. Contanto a Câmara Municipal achou por bem que o Sal merecia ter um festival à altura, ou melhor das edições anteriores para esquecer todo o sofrimento que passamos durante o período da pandemia”, diz e revela que a câmara disponibilizou cinco mil contos para a realização do certame. “Contamos também com vários patrocínios. Logo, é evidente que o orçamento é superior aos 5 mil contos”.

Apesar de todos esses constrangimentos, o diretor diz que o público pode esperar um bom festival. “O Festival de Santa Maria já tem o seu lugar a nível nacional e internacional. As pessoas podem esperar um bom festival em termos de som, iluminação e outros serviços que oferecemos dentro da arena. Todos os ingredientes estão lá. Não há dúvida que é o maior festival do país. Quando digo maior é por tudo aquilo que o festival oferece, não é só música. Temos o areal de Santa Maria que por si só convida qualquer pessoa. Temos um mar cristalino e com água limpa, não há pedras na praia. (…) Há restaurantes dentro do recinto, várias barracas, cerca de nove bares. Todo um serviço montado com todas as condições. Temos os melhores sons, artistas, daí que não há dúvida que é o melhor festival de Cabo Verde”, afirma.

“Há muitos anos que defendo que o festival tem que ser sustentável”

No que tange aos artistas que vão marcar presença na 30ª edição do Festival Santa Maria, Hermínio diz que a maioria já se encontra no Sal. “Em principio amanhã teremos todos os artistas na ilha, inclusive os Tabanka Djaz.”

Este ano o bilhete do festival custa 1000 escudos para os dois dias, preço esse que não agradou os festivaleiros.

“A realização de um evento dessa envergadura acarreta custos, por mais que tenha patrocinadores. E esses custos têm que ser repassados. (…) Há muitos anos que defendo que o festival tem que ser sustentável. E para ser sustentável, a venda de bilhetes é um dos meios que temos para arrecadar algum valor para ajudar a pagar. Quem quer usufruir desse festival tem que dar uma contribuição. Daí é normal as pessoas reclamarem do aumento. Mas é preciso ver a qualidade do Festival de Santa Maria e a qualidade que acarreta custos”, explica.

É de recordar que na edição anterior o bilhete custava 500 escudos para os dois dias. “Há um aspeto que é preciso as pessoas tenham em conta, o preço dos bilhetes inclui um copo ecológico que serve de recordação. É uma novidade a entrada no festival custar 1000 escudos, mas acho que as pessoas devem contribuir. (…) Se repararmos que a Câmara Municipal está sobrecarregada de solicitações de apoio de pessoas que estão a passar carência. A edilidade tem que canalizar apoio para as questões sociais.”

No que tange à segurança, a mesma fonte adianta que vão ter um dispositivo policial bastante forte, bem como apoio da segurança privada e de militares.

Por motivos de segurança, é proibido a entrada de crianças de 0 a 3 anos e os menores de idade devem estar acompanhados dos pais. “Tomamos essa medida para salvaguardar a segurança das crianças. É um risco enorme trazer crianças para um recinto do festival. Enquanto autoridade tivemos que tomar medidas para salvaguardar.

O festival está previsto para arrancar às 21h00 e pelo palco vão passar cerca de 7 grupos. A organização está a contar com cerca de 17 mil pessoas na arena do festival.

A organização apela aos festivaleiros a terem cuidados na estrada que liga a Santa Maria. “A estrada está totalmente esburacada devido às últimas chuvas, daí o nosso apelo é o seguinte: em primeiro lugar, as pessoas que vivem distantes de Santa Maria – Palmeira, Pedra Lume e Espargos – para se deslocarem mais cedo, na hora de menor tráfego. Segundo, para terem a máxima atenção de circulação na estrada de Santa Maria porque de facto está um perigo eminente”, conclui.

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