Arquivo Nacional e Foto Melo procuram entendimento para criar museu da fotografia no Mindelo

O Instituto do Arquivo Nacional de Cabo Verde (IANCV) e a Foto Melo encontram-se em diálogo para determinar as condições que deverão desembocar na criação de um museu da fotografia, no Mindelo.

Quem o diz é o presidente do IANCV, José Maria Borges, que falava à imprensa no âmbito da conversa aberta sobre o “Património fotográfico de Cabo Verde: 50 Anos de políticas de preservação”, realizada hoje, em São Vicente, pelos ministérios da Cultura e da Modernização do Estado para celebração do 49º aniversário da Independência Nacional.

Para esta reflexão, convidou-se a sociedade civil e também as casas de fotografias históricas de Cabo Verde, a Foto Melo e a Foto Djibla, todas no Mindelo, para perceber o que se tem estado a fazer para garantir a preservação do património.

Entre as propostas sobre a mesa, ajuntou, está a criação de um museu de fotografia na cidade do Mindelo, algo que, segundo a mesma fonte, já está a ser discutido há cerca de dois anos com a Foto Melo.

“Ver como é que podemos pegar o património fotográfico que as duas grandes casas têm e podermos, com isso, garantir a preservação. Portanto, fazer o trabalho de digitalização e de preservação do material e também, porque não, criar um museu de fotografias históricas, à semelhança daquilo que existe na Madeira”, explicou José Maria Borges, referindo-se a um dos parceiros, que juntamente com Açores e Canárias ajudam na discussão.

“Por isso, a nossa proposta de ouvir o que os nossos parceiros têm estado a fazer, e com isso bebermos da experiência deles e avançarmos com a proposta da construção de mais um espaço cultural aqui no Mindelo”, completou.

Durante o evento, que teve como palco o Centro Cultural do Mindelo, houve ainda a apresentação de um grupo de alunos do Instituto Jean Piaget, que estão a trabalhar em parceria com a Foto Melo para recuperar a casa que a família, conforme a mesma fonte, quer doar ao Estado.

Um património fotográfico que, sublinhou José Maria Borges, conta a história de Cabo Verde desde o século XIX, desde 1870, até à atualidade.

“Imaginamos que aí há material com informações variadíssimas que, ao ser trabalhado e ao ser disponibilizado para a sociedade, será uma bênção, porque as pessoas poderão ter uma noção do que é que foi o Cabo Verde nos últimos 100 anos”, considerou o responsável do IANCV.

Questionado para quando a efetivação do museu, José Maria Borges asseverou que ainda estão a ser discutidos os requisitos, tanto da parte do Estado, como da parte da família Melo, para a assinatura de um futuro protocolo.

Além da conversa aberta, o programa contempla ainda a apresentação, na tarde de hoje, da exposição itinerante e catálogo “As portas da Macaronésia”, que já passou por Canárias, Madeira e Açores e termina agora em Cabo Verde.

Inforpress

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