Artesão maiense Manuel Silva diz-se orgulhoso por participar na residência criativa em São Vicente

O artesão maiense Manuel Silva, que trabalha essencialmente na vertente de lataria, participa pela primeira vez na residência criativa que está a decorrer em São Vicente e diz-se orgulhoso pela escolha.

À Inforpress, o artesão assegurou que esta residência criativa, em que participam seis artesãos, sendo cinco cabo-verdianos e um especialista português, tem sido “muito produtiva”, visto que estão a ter a possibilidade de conhecer novas técnicas, assim como momentos de partilha de conhecimentos.

“Está a ser uma experiência boa, porque antes eu tinha uma linha de produção específica, mas aqui estou a aprender uma nova técnica de produção de peças de maior dimensão, o que me dá uma nova visão da potencialidade de produção em chapas de bidon e não só, que praticamente não tínhamos conhecido”, fez saber.

Conforme avançou, esta residência artística, que iniciou no dia 07 de Novembro e que se estende até 28 deste mês, vai culminar com uma exposição pública, que vai contar com a colaboração de curadoria de Portugal na montagem da mesma, o que lhes vão permitir ser mais conhecidos, tanto a nível nacional como internacional, demonstrando todo o potencial que o país tem nesta vertente artística.

Manuel Silva confessa estar a tirar o maior proveito desta residência para também partilhar o seu conhecimento com os jovens artesãos do Maio após o seu regresso à ilha natal, salientando que pretende também despertar nos jovens o gosto por esta prática artesanal e demonstrar às pessoas que o trabalho em chapas tem o seu valor.

Aquele artesão frisou ainda que está a ter a possibilidade de conhecer a técnica de confeção de andores, conhecimento também que almeja partilhar com os jovens do Maio, e trazer, assim, mais-valia para o Carnaval que é feito na ilha.

“Sempre era o meu desejo atingir outro patamar no trabalho com chapas. Tive a oportunidade de trabalhar com Leão Lopes, e agora estou a ter a possibilidade de descobrir novas técnicas, por isso esta oportunidade de participar em residência artística e criativa chegou em boa hora, porque estou a ter a possibilidade de trabalhar com um designer na confeção de peças a partir de estudos de protótipos”, precisou.

Manuel Silva vai representar também a ilha do Maio na Feira de Artesanato e Design (Urdi) deste ano, que decorrerá no Mindelo, de 30 de Novembro a 04 Dezembro, mas garantiu que para a próxima feira, caso venha a ser convidado, quer apresentar novas peças e uma nova linhagem de produção, graças ao horizonte que está alcançar.

Neste sentido, disse estar disposto a trabalhar com jovens maienses para que a ilha venha a ter melhor representatividade nesse certame.

O artesão lembrou que a sua participação na residência criativa teve o apoio da edilidade maiense, a quem agradece, e contou que almeja ser o embaixador de artesanato na ilha do Maio e fazer a ponte com a câmara, no sentido de projetar e desenvolver o artesanato na ilha que almeja ter o turismo como seu motor de desenvolvimento.

Inforpress

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