Associação Acarinhar lança “Kel Linda Borboleta”, primeiro livro em língua cabo-verdiana em braille

Associação Acarinhar lança “Kel Linda Borboleta”, primeiro livro em língua cabo-verdiana em braille

Segundo a presidente da associação, Teresa Mascarenhas, trata-se de uma obra perceptível para todas as condições físicas e mentais.

À margem das atividades comemorativas dos seus 16 anos, a Associação Acarinhar lançou esta terça-feira, dia 12, na Biblioteca Nacional o seu primeiro livro em língua cabo-verdiana em braille. Intitulado de “Kel Linda Borboleta” o livro é da autoria de Rosiane Rocha, em cuja história de vida se baseia o livro, e da presidente da Associação Acarinhar, Teresa Mascarenhas, e contou ainda com a coautoria do premiado escritor Germano Almeida.

O ato de apresentação da obra contou com a presença dos alunos da Escola Capelinha que prestaram uma homenagem à cantora Sara Tavares que faleceu no passado mês de novembro.

Em declarações à imprensa , Teresa Mascarenhas avançou que se trata de uma obra bastante acessível e de fácil compreensão. “Independentemente da condição física ou mental, a pessoa pode entender perfeitamente. Quem não quiser ler o livro pode ouvi-lo, vê- lo ou simplesmente tocá-lo.”

A presidente da Acarinhar afirma que ter a versão do livro em crioulo foi um ato de valorização e de demonstração de amor a Cabo Verde. “Queremos manter sempre viva a nossa língua, então tem que existir livros em crioulo.”

Por sua vez, Teresa Mascarenhas que coordenou o projeto afirma que “Kel Linda Borboleta” é a 5.ª obra adaptada sobre crianças com paralisia cerebral, mas salienta que esta é a mais completa.

“Já adaptei e simplifiquei algumas obras mas afirmo que esta é a mais completa e acessível.”

Para Marciano Moreira, presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde, ADEVIC, que fez a tradução do livro para a língua cabo-verdiana, a obra é bastante acessível também porque está em duas versões, em português e em crioulo cabo-verdiano.

“Por se tratar da borboleta a obra já ganha mais leitores, no que condiz ao criolo considero que devido a essa tradução o livro terá mais leitores”, afirmou.

Marciano Moreira acrescentou ainda que a obra vai trazer esperança e bastante persistência para quem o ler. “Trata-se de uma história motivacional e muito inclusiva. Nunca vi algo tão inclusivo.”

Segundo nota de imprensa, o livro é editado em multiformato com texto aumentado, pictogramas, braille e um código Quick Response (QR) que remete para as versões audiolivro, vídeolivro e língua gestual, o que dá a todos “a mesma oportunidade de leitura”.

De salientar que o prefácio do livro foi assinado pela Primeira Dama de Cabo Verde, Débora Katiza Carvalho, que também marcou presença no evento.

 

Leinira Furtado/ Estagiária

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