Baía das Gatas: Comerciantes registam “venda razoável” e perspetivam aumentar lucros no decorrer do festival

Os comerciantes da área de restauração afirmaram que a venda no festival da Baía das Gatas tem sido “razoável” e esperam aumentar os lucros no decorrer do evento, aproveitando a movimentação do feriado de segunda-feira.

Esta é uma das perspetivas do comerciante Alcídio Ramos que disse à Inforpress que “a venda tem sido boa”, mas reclamou da dificuldade dos comerciantes em entrar no perímetro da Baía das Gatas para descarregar os produtos, após deslocarem-se à cidade para repor o ‘stock’.

“As coisas estão a decorrer bem, mas esta organização não está boa. Não nos deixam entrar com carros, em determinadas horas, para repor os produtos. Para entrar temos que solicitar à organização e ficar à espera”, explicou Alcídio Ramos, que herdou da sua mãe, Ilda de Cais, a tradição de vender na Baía das Gatas por esta ter marcado presença como vendedeira desde os primeiros anos do festival.

No entender deste comerciante a venda poderá melhorar, no decurso do festival, se a organização deixar os comerciantes repor os produtos, a qualquer momento, sem fixar um horário porque, lembrou, a reposição depende da dinâmica do comércio e de outros fatores.

“Estabeleceram um horário para trazer os produtos, mas devem lembrar que o trânsito da Baía das Gatas não é fácil e não se consegue cumprir o horário. As pessoas que têm barracas têm de ter acesso sem constrangimentos”, defendeu.

Por sua vez, Maria do Rosário Silva, que montou a sua barraca, pela primeira vez, no festival para comercializar comes e bebes, disse que a perspetiva é aumentar as vendas até segunda-feira para poder voltar nos anos seguintes.

“É a minha primeira vez. Por isso procurei disponibilizar diversas coisas para atrair mais clientes e com preços que acredito serem acessíveis. Se tudo der certo voltarei nos anos seguintes”, afirmou.

A comerciante Idalina Inocêncio, que marca presença há 35 anos no festival da Baía das Gatas, disse que até ao momento tudo está a correr bem com uma venda “razoável” e acredita que terá “bons lucros”.

“O primeiro dia foi razoável e não deu para perceber que iríamos tirar algum lucro além do investimento que fizemos. Os preços estão normais e dependem muito do preço dos produtos que compramos, mas até segunda-feira só Deus sabe. Espero que tenha mais movimentação.

Hoje, o terceiro e último dia do festival, em homenagem aos cabo-verdianos “um povo resiliente”, estão previstas as atuações de Edwin Vibez, Gillo, Yuran Beatz & Kré SK, e Tiago Silva, Hilár e Dieg, para além da dupla de cantores santomenses Calema, do cantor Djodje e da banda de reggae Morgan Heritage, que vai encerrar.

Inforpress

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