Buguin Martins: “A música é um dom”

Começou a cantar ainda na escola. Mais tarde formou uma banda, mas foi em 2018 que a sua carreira ganhou uma nova dimensão. Este ano venceu dois galardões nos Cabo Verde Music Awards. Em Cabo Verde para divulgar o seu primeiro trabalho musical, Buguin Martins diz que “a música é um dom”.

Nasceu há 28 anos no concelho de Mosteiros, no Fogo, ilha do vulcão. Desde os tempos da escola que Buguin, nome carinhoso que lhe foi atribuído por um tio e que acabou por se tornar o nome artístico de Carlos Martins há já alguns anos, gostava de cantar.

Distinguiu-se no concurso Todo Mundo Canta e começou a cantar de forma mais profissional depois de criar uma banda com o irmão e primos intitulado D – Martins. “Eu tocava baixo e cantava (…) atuávamos um pouco por toda a ilha do Fogo”.

Foi no âmbito do programa Talentu Mustero, um concurso promovido pela câmara municipal de Mosteiros que o jovem se deslocou para a capital e conheceu o Dabs Lopes, longe ainda de saber que este viria mais tarde a produzir o primeiro álbum de Buguin.

Aos 25 anos, mudou-se definitivamente para a Praia onde, diz que há mais oportunidades a nível artístico.

A verdadeira mudança na sua carreira deu-se em 2018 quando começou a trabalhar “com uma equipa à sério”. “Antes trabalhava sozinho, iam lançando (alguns temas), às vezes não fazia videoclipes porque não tinha condições. Tocava na ilha do Fogo, mas não tinha o impacto que ambicionava”.

CVMA 2021

 

Adepto de um registo mais sentimental, o cantor diz que também “gosta de música acústica”. Assume-se como romântico e recorda que o divisor de águas foi o single ““Bu Markan” lançado no ano passado.

Nomeado em quatro categorias, foi justamente com o tema “Bu Markan” que Buguin venceu dois prémios nos Cabo Verde Music Awards 2021, para Melhor Kizomba e Melhor Videoclipe. “Por acaso senti-me confiante que iria ganhar algum prémio”, diz e explica que evoluiu rapidamente no mundo da música.

Primeiro álbum “Amore”

 

A residir atualmente em Portugal, o artista encontra-se em Cabo Verde para divulgar o seu primeiro álbum: Amore. Um trabalho com 10 composições, na sua maioria da sua autoria, que conta com a produção de Dabs Lopes e com um featuring com o artista Zé Spanhol.

Em Cabo Verde, fez questão de lançar o álbum na cidade que o viu nascer – Mosteiros, a 13 de novembro. “Foi lá que tudo começou”, salienta.

O segundo show de lançamento no arquipélago acontece este sábado, dia 27, na cidade da Praia.

No próximo mês vai estar a divulgar “Amore” em várias cidades da Europa, em fevereiro deverá regressar a Cabo Verde e em março está previsto atuar nos EUA.

Sobre o feedback que tem recebido, Buguin diz com um sorriso que “é uma pessoa de sorte” e que tem sempre recebido boas críticas.

O artista que vive exclusivamente da música explica que apesar de 2020 não ter sido um período fácil devido às dificuldades na sequência da pandemia da covid-19, foi justamente durante a pandemia que conseguiu trabalhar no seu primeiro trabalho.

Quanto a artistas com os quais gostaria de colaborar futuramente, Buguin revela ter grande admiração por Kino Cabral e que gostaria de gravar com este artista cabo-verdiano.

“A música é um dom”, afirma quando questionado sobre o que lhe serve de inspiração. “Todos nós vivemos histórias, mas se não tiveres o dom para a música, não as consegues contar”, explica e esclarece que “nem sempre canta e escreve sobre situações que viveu”.

Ainda este ano, Buguin vai lançar o single “Djam aceita”. O artista não quer perder tempo e já fala num novo álbum para 2022.

 

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Agenda