Carnaval: Comissão de Gestão do “Vindos do Oriente” equaciona regresso do grupo aos desfiles

O grupo carnavalesco Vindos do Oriente está neste momento a ser gerido por uma Comissão de Gestão que avalia a possibilidade de regresso do grupo aos desfiles depois da morte da presidente e da vice-presidente.

A informação foi avançada à Inforpress pela presidente da Comissão de Gestão, Dirce Vera-Cruz, que asseverou que este retorno advém de “uma vontade muito grande” de elementos do grupo que “não querem ver Vindos do Oriente morrer”.

Segundo a mesma fonte, que disse ter sido eleita de um grupo de 23 pessoas, estão a lutar para que a agremiação com “muita história” no Carnaval mindelense volte a ter o seu fulgor, mesmo depois de ter passado por dois infortúnios, os falecimentos da presidente, Dona Lili, em 2022, e, em 2023, da sua filha Cely Fortes, que era também vice-presidente do grupo.

“Estamos a cogitar devido a um grupo grande de pessoas que clamam pelo regresso do Vindos do Oriente, mas também nos sentimos em espírito de missão e de obrigação para fazer uma homenagem, como deve ser, à Dona Lili e Cely”, explicou Dirce Vera-Cruz.

Para isso, ajuntou, estão neste momento a “apalpar terreno” por forma a ter os apoios necessários para ter o “Vindos do Oriente” a funcionar e reconquistar o seu lugar na festa do Rei Momo de São Vicente.

Um dos primeiros passos, será a realização no próximo mês de Julho, de uma festa havaiana, que tem vindo a ser feita há alguns anos e, que, conforme a mesma fonte, devido ao impacto já demonstrado poderá ser um bom ponto de partida.

“Esta festa é para mostrar à população que queremos voltar, mas sabemos que não vai ser fácil porque o grupo ficou completamente desestruturado e não será tão fácil regressar com o brilho que tinha antes”, admitiu a presidente da comissão de gestão.

Mesmo assim, ajuntou, também planeiam outras actividades, como de participação no Kavala Fresk Feastival, marcado para 13 de Julho e que reserva um espaço, o “Carnavala”, para os grupos de Carnaval obterem uma verba para o financiamento dos desfiles.

O terceiro passo, conforme a mesma fonte, será de realizarem uma assembleia para eleger um novo corpo de gestão, algo que deverá acontecer em finais de Julho ou princípios de Agosto.

“Estamos a trilhar um caminho que poderá desembocar em novos desfiles do Vindos do Oriente, mas agora só o tempo poderá dizer se será a concurso ou se ainda em homenagem às nossas duas grandes figuras”, elucidou Dirce Vera-Cruz.

Neste início, asseverou, apoios e incentivos não têm faltado, desde entidades a pessoas individuais que “estão a ser movidas por um amor grande ao grupo”.

O “Vindos do Oriente” é uma das agremiações carnavalescas mais antigas de São Vicente e que sempre marcou pelos seus desfiles.

Após dez anos sem sair, foi relançado em 2014 pelas mãos de Maria Alice Freitas dos Santos Fortes, também conhecida em São Vicente por Dona Lili d’ Chala, e sua família, Freitas e Fortes.

No retorno, sempre disputou os dois primeiros lugares do concurso, até 2019, ano em que não desfilou por desentendimentos com a Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV).

Em 2020 voltou a apresentar-se no “sambódromo” do Mindelo, ano em que ficou classificado em terceiro lugar. De seguida, em, 2021, tal como os outros grupos, foi atingido pela pandemia, e em 2022 e 2023 sofreu com a perda da presidente e da vice-presidente.


Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Agenda