Comerciantes dizem-se “prejudicados” com a organização do Gamboa 2023

O Balai conversou com alguns comerciantes que montaram barracas na 29.ª edição do festival e manifestaram-se descontentes com a organização do certame.

O público praiense marcou presença em massa na 29.ª edição do Festival da Gamboa para se deliciar com muita música, dança, bem como das iguarias que estavam à venda nas barracas. O Balai esteve à conversa com alguns dos comerciantes para saber como decorreram as vendas.

As vendedeiras que se encontravam na área com areia mostraram-se irritadas com o lugar que lhes foi concedido. De acordo com as entrevistadas, foram poucos os clientes que se dirigiram até aos seus postos porque “a areia passa a impressão de que os produtos não foram bem confecionados.”

Carla Semedo, uma das comerciantes prejudicadas, disse que, apesar de todos terem pago o mesmo valor,  alguns usufruíram de melhores condições para a comercialização dos seus produtos. A mesma fonte afirmou ainda que, apesar dos preços baratos, teve muitas dificuldades nas vendas.

Pela primeira vez a comercializar no areal da Gamboa, a vendedeira de chouriços e asas de frango, Zuleica Correia, disse que o primeiro dia foi bastante lucrativo. “A venda está boa. No primeiro dia vendi mais e hoje está mais ou menos”, disse enquanto ainda decorria o Festival da Gamboa.

Para Jailma, o segundo dia correu melhor que o primeiro em termos de venda. “Na sexta-feira não tive lucro e no sábado vendi muita cerveja”, disse a comerciante que participou pela primeira vez do certame, tendo já marcado presença em outros festivais nacionais.

A vendedeira também manifestou o seu desagrado pela localização da sua barraca, que além de ficar na área com areia ficou ao fundo. “Não estava à espera de ficar aqui, fiz o meu pedido bem no início, mas em Cabo Verde é o conhecimento que dita as regras”, reclama.

Apesar de ter tido excelentes lucros no último dia do festival, o comerciante Jorge Barbosa também manifestou a sua frustração com a organização. Não sendo a primeira vez que participa do certame, o comerciante acredita que as outras edições estiveram mais organizadas. Nesta edição, segundo conta, demoraram para ligar a máquina de cerveja e também disse que muitas pessoas não gostam da cerveja Strela – uma das marcas patrocinadoras do festival – o que desfavorece a venda do produto. A mesma fonte disse ainda que houve muita burocracia para a aquisição das barracas e que deixaram tudo para a última hora, tendo ficado também numa área desfavorável.

Já o responsável da barraca Pedra Fogon, Wilson Varela, que marca presença pela primeira vez no certame, disse que “tudo decorreu na normalidade”, tendo registado mais vendas no primeiro dia do que no segundo.  Entre os produtos comercializados pela barraca, as bebidas tiveram mais saída, em especial a cerveja e os sumos com gás.

A 29.ª edição do Festival da Gamboa chegou ao fim na manhã deste domingo, 21, ao som dos Fidjus Di Codé Di Dona. No total, vinte e sete artistas subiram ao palco do certame nos dois dias.

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