Depois da primeira atuação em Cabo Verde, 4Rain promete regressar às origens anualmente

Nasceu em França e é filho de pais cabo-verdianos, do interior de Santiago. Começou a interessar-se pela música ainda na adolescência e foi em Miami (EUA) que a sua carreira ganhou uma nova dimensão, também como produtor. No rescaldo da sua primeira atuação na terra das suas origens, 4Rain conversou com o Balai.

Foi registado como Stephan Tavares, mas nas pistas de dança e no meio artístico é conhecido como 4Rain. A alcunha surgiu em Miami, nos EUA, para onde viajou aos 21 anos e onde “saiu do amador para o profissional”, como explica.

“Um amigo nos EUA disse-me que DJ Steph não era um bom nome. Então, como ele sempre me chamava de foreign (estrangeiro), num trocadilho de palavras surgiu o nome 4Rain”. E foi com essa alcunha que conquistou a fama.
 

Segundo DJ4Rain, o irmão mais velho, José Luís Varela, fundador da label Uknow, que é o seu manager, teve um papel importante nesta evolução de DJ para artista dentro do género dance music.

“Aos 21 anos tudo mudou. Foi quando passámos do nível amador para o profissional. A primeira etapa foi estruturar tudo, depois foi encontrar-me em estúdio com grandes artistas que me fizeram ter uma visão diferente do mundo. E agora todos os dias aprendo algo novo”.

E 10 anos depois, aos 31 anos, atuou pela primeira vez em Cabo Verde na X edição do festival Escape em São Francisco (ilha de Santiago) e ficou surpreendido pela reação do público. “Estou muito contente por ter feito esse show (…) O público reagiu muito bem. Fui muito bem recebido. Adorei o público, o espaço, tudo”, diz o artista que acrescenta que agora pretende regressar anualmente de modo a manter a proximidade com Cabo Verde.

Antes desta vinda para o festival, esteve na ilha de Santiago ainda em criança e depois já adolescente. Por isso diz que nota uma grande diferença com o país que encontrou agora.

Afirma que Cabo Verde sempre esteve presente no seu quotidiano, quer através da família, quer através de outros artistas. “Não tenho a oportunidade de estar cá sempre, mas procuro estar próximo do público e da cultura, sobretudo”.

Para já promete até ao início do próximo ano, 2023, lançar três músicas com artistas cabo-verdianos, mas não revela quem são.

Também afirma que está sempre atento à evolução da música em Cabo Verde e que vai ouvindo e acompanhando artistas como Mayra Andrade, Djodje, mas também novos nomes como o MC Prego Prego. “Penso que houve uma mudança nos últimos tempos com artistas novos e que trazem uma sonoridade nova à música de Cabo Verde no mundo. Estou contente por começar a fazer parte (destes artistas) mas será necessário que façamos ainda mais para tal”.

A nível da carreira, ambiciona um dia fazer um périplo pelos grandes festivais de música eletrónica, como é o caso do Festival Ultra em Miami, onde já teve oportunidade de atuar uma vez, mas também ver o seu trabalho reconhecido.

“(Gostaria de) ganhar troféus como os CVMA, por exemplo, que gostaria um dia de vencer e estamos a trabalhar para isso; os NRJ Music Awards (em França) porque acontecem na cidade onde cresci e os Grammy nos quais já estivemos nomeados uma vez (com o tema de um artista americano onde DJ4Rain participa indicado aos prémios)”.

Em jeito de conclusão, 4Rain agradece o carinho que recebeu em Cabo Verde. “Obrigado pelo amor e pela forma como me receberam. Desde que cheguei ao país, já recebi muitas mensagens. Não estava à espera. Obrigado e espero conseguir retribuir”.

Artigo atualizado às 15h30.

 

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Agenda