Elenco da peça Pantera ovacionado de pé na estreia em Cabo Verde

“Não é a primeira vez que vejo esta peça, mas em Cabo Verde é diferente”, afirmou a filha do homenageado, Darlene Barreto, no encerramento do espetáculo que aconteceu na noite de sexta-feira, 28, no Auditório Nacional.

A estreia em Cabo Verde do espetáculo “Pantera, Uma Homenagem a Orlando Pantera”, da companhia Clara Andermatt aconteceu na noite desta sexta-feira na capital. Foi uma noite de casa cheia no Auditório Nacional com um público que aplaudiu do início ao fim às performances dos 9 integrantes do elenco.

A peça que fez a sua estreia em março deste ano em Lisboa, Portugal, é uma criação da coreógrafa portuguesa Clara Andermatt e do pianista, compositor e pesquisador João Lucas que foram desafiados em 2019 pela Darlene Barreto a criar este projeto.

A peça conta com a participação de Mayra Andrade que “foi a primeira pessoa do elenco a estar neste projeto”, segundo explicou Clara Andermatt em entrevista, e ainda de Avelino Chantre (Avê), Djam Neguin, Diogo Picão, Domingos Sá (Kabum), Djodje Almeida, Zeca Cardoso, Nickita Bulú e Sócrates Napoleão.

Durante cerca de uma hora e vinte minutos, os presentes tiveram oportunidade de ouvir, ver e sentir um pouco de quem foi o músico e compositor Orlando Pantera que faleceu há 21 anos.

Foram momentos de música, poesia e dança recheados de versatilidade e numa perfeita harmonia entre os elementos em palco. “Lapidu na bô”, “Brinca Sucundida”, “Tabanka”, “ I am a professional”, “Lua”, foram alguns dos temas interpretados pelo elenco em várias vozes. Além da tabanka, houve tempo para uma roda de batuko, mas também para a morna com ‘Regasu’.

A peça terminou com um momento simbólico de “xinta na stera” e de celebração da passagem deste “fidju di terra” e do legado deixado por Pantera.
“Que linda casa e receção. É uma alegria estar aqui”, começou por dizer no final Clara Andermatt. “Realmente este projeto estaria incompleto sem estar aqui, na terra de Pantera”.

Depois de elogiar o elenco, a coreógrafa lembrou que “esta homenagem é mais um contributo para difundir a música e o legado” de Pantera. “Sentimo-nos mais próximos dele”.

Visivelmente emocionada, Darlene Barreto foi também convidada a subir ao palco no final. “Não é a primeira vez que vejo esta peça, mas em Cabo Verde é diferente”, afirmou com a voz trémula e agradeceu a equipa pelo momento.

“Esta peça surge de eu tentar perceber quem era o Orlando Pantera, de onde vinha a sua genialidade e o que o diferenciava era a sua humildade, o coração grande (…) que todos sejam infetados pela sua bondade e humildade”, finalizou a jovem que é presidente da Fundação Orlando Pantera e surpreendeu a plateia ao encerrar a noite a cantar.

A peça é novamente apresentada hoje, dia 29, no Auditório Nacional e segue para São Vicente, onde será apresentada no âmbito do festival Mindelact.

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