Escola de Teatro Xpressá quer preservar cultura cabo-verdiana com peça “Unine” 

A apresentação desta peça está enquadrada nas atividades no âmbito do mês do teatro que acontecem de março a junho em São Vicente.

Após as apresentações das peças teatrais “Sozinha”, “Apocalipse”, “Bancada” e “Caxote”, o Centro Cultural do Mindelo, em São Vicente acolhe a peça de teatro “Unine”. A peça vai ser apresentada pelos alunos das Oficinas de Teatro Xpressá nos dias 2 e 8 de junho e tem como objetivo preservar a cultura de Cabo Verde com a criação da arte dramática. A informação foi avançada pela escola de teatro Xpressá em comunicado.

A peça “Unine”, segundo avança a nota, conta a história de uma menina que nasceu “butiod” ou “nocent” em que uma mãe na tentativa de protegê-la de uma sociedade intolerante à diferença, leva-a para viver numa gruta. Mas um certo dia, Unine consegue fugir e inicia-se a luta de uma mãe em busca de uma filha.

Esta peça é um dos contos tradicionais menos conhecidos em Cabo Verde e a sua teatralização enquadra-se no objetivo do teatro Xpressa de preservar a cultura, as tradições e a oralidade do país com a criação da arte dramática. A partir do conto documentado por Leão Lopes, os dramaturgos Valódia Monteiro e Patrícia Silva criaram uma adaptação ao teatro escrita a “4 mãos”.

A apresentação desta peça está enquadrada nas atividades desenvolvidas no âmbito das oficinas de teatro e conta com a parceria do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

As artes cénicas apresentadas durante o mês de março até junho contam com a encenação e direção artística da socióloga Patrícia Silva e do dramaturgo e ator Edilson ‘Di’ Fortes, bem como com a participação de alguns artistas.

Para além das peças teatrais tiveram lugar outras atividades, como exposições, workshops e performances de rua.

Os bilhetes para a peça encontram-se à venda no Centro Cultural do Mindelo, em São Vicente, e nos contatos disponíveis no cartaz da peça.

A Escola de Teatro “Xpressá” tem promovido desde o mês de março até junho a arte dramática em São Vicente. Algo que segundo a socióloga, fazedora de teatro, realizadora, produtora e roteirista Patrícia Silva estava a “decair”.

Artigo Atualizado

Cidália Semedo/Estagiária

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