Falta de organização e conflitos entre preocupações apontadas pelas comerciantes do Gamboa 2024

Em entrevista ao Balai, algumas comerciantes mostraram-se descontentes com a distribuição das barracas e com conflitos entre jovens da 30.ª edição do Festival da Gamboa.

Alguns dos comerciantes presentes no areal no segundo dia da 30.ª edição do Festival da Gamboa manifestaram-se insatisfeitos com uma distribuição que classificaram como negativa das barracas por parte da Câmara Municipal da Praia e também devido a vários conflitos ocorridos entre os grupos de jovens. O segundo dia do certame teve lugar este sábado, 18, e contou com um público em massa no areal da Gamboa.

Apesar de uma hora de atraso inicial, o evento foi marcado por uma variedade de artistas e estilos musicais, desde músicas tradicionais, kizomba, funana e rap, bem como de iguarias diversas que estavam à venda nas barracas. O Balai esteve à conversa com algumas comerciantes para saber como decorreram as vendas.

Eveline Freire, da zona de Ponta d’Água, afirmou que mesmo com um preço acessível de 2000 mil escudos não se sente satisfeita com a distribuição das barracas deste ano. “Todos os anos ficamos localizados na estrada onde há mais adesão do público e este ano colocaram-me na área da areia e em cima de hora trocaram o número da barraca”.

A vendedeira que estava a vender grelhados de peixes, frango e bifanas e ainda bebidas adiantou que no primeiro dia as vendas foram razoáveis e que estava a ter dificuldade devido a conflitos entre jovens que derrubaram uma grelha de assados e pessoas no chão.

Já Lourdes de Pina, também da zona de Ponta d`Água, e que participa pela terceira vez no festival, fala em alguma falta de organização e consideração por parte dos responsáveis do certame. Acrescentou que no primeiro dia fecharam a sua barraca e não lhe deram nenhuma satisfação e que a localização não lhe agradou porque dificultou o público a ter acesso às barracas que ficaram na área da areia.

Apesar das vendas estarem a decorrer normalmente para Lourizete Gomes, a comerciante mostra-se indignada com o mau comportamento dos jovens no festival que estão a pôr em risco os seus pertences e produtos. A comerciante de bebidas da zona de Várzea acrescentou que tem a expectativa de conseguir um bom lucro durante os três dias do evento.

Com a segunda vez a vir para Gamboa vender bebidas, Miriam Fortes diz que obteve um lucro razoável nestes dois dias, mas que se sente preocupada com a sua segurança devido aos constantes conflitos entre os grupos de jovens.

A noite de sábado do dia 18 contou com a atuação dos Tubarões, Gardénia, Heavy H – o homenageado desta edição, David Brazão, Nelson Freitas, Deejay Télio, Tó Semedo, Neyna, Elji Beatzkilla, Zé Espanhol, Kamoka, Apollo G e Rods Wires.

O último dia, 19, dia da comemoração do Município da Praia, estava programado atividades de diversão dedicadas às crianças a partir das 18 horas até à meia-noite. São atrações musicais dos artistas: Mika Kutubelada, Ste Mandela, Ga DaLomba, Paulinha, Herderos Codé di Dona, Zé Delgado, Cjey Patronato, Lejemea, Chando Graciosa, Jonatthon, Vhabulla, Eddu e para fechar o palco os Tabanka Djaz.

Cidália Semedo/Estagiária

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