Governo preiteia o “poeta singular” Corsino Fortes pelo sétimo aniversário do seu passamento

O poeta e escritor Corsino Fortes foi na tarde de ontem, dia 25, homenageado pelo Governo, em cerimónia realizada no Jardim Jorge Barbosa, no Ministério das Finanças, enquanto “ilustre figura do mundo económico e financeiro cabo-verdiano”, sete anos passados do seu passamento.

O autor da obra “Pão e Fonema” foi descrito pelo vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, como o “Poeta Maior”, e uma das grandes figuras que marcaram simultaneamente o mundo da economia, das finanças e da cultura.

“Só tem futuro um povo que souber valorizar a sua história e o seu passado. Valorizar a história e o passado implica valorizar as figuras e os atores desta mesma história. Isto apenas engrandece Cabo Verde”, referiu o vice-primeiro-ministro, para quem Corsino Fortes representa uma figura marcante da história económica, mas também cultural cabo-verdiana.

O poeta do “Pão & Fonema” (1974) da “Árvore & Tombor” (1986) das “Pedras de Sol e Substância” (2001) foi ainda traçado por Olavo Correia como aquele que fez uma rotura com a “Claridade” e que juntamente com outros dois grandes poetas, Arménio Vieira e João Vário, imprimiram uma mudança e provocaram uma rotura na forma e no conteúdo de se fazer a poesia neste país.

Ao apresentar as obras “A Cabeça Calva de Deus” e “A Secura do Céu”, como “dois marcos que acompanharam e acompanham Cabo Verde desde sempre, bem retratados na poesia cabo-verdiana e na poesia do autor”, Correia descreveu Corsino Fortes como um poeta que ajudou a criar a Impar, enquanto a primeira instituição privada seguradora no país.

Já o presidente do conselho de administração da Impar, Luís Vasconcelos, considerou “natural o envolvimento desta seguradora em honra a um dos seus promotores e fundadores em 1992, pelo ato de coragem e que demonstrou a afirmação de Cabo Verde, enquanto país independente, “numa demonstração da criação de um país sólido e de muita confiança”.

“É sem dúvida uma referência inquestionável da Impar. É o nosso eterno presidente, fez ontem exatamente sete anos que ele faleceu. Termos uma empresa, cuja génese esteve na mente deste homem, podemos dizer com orgulho que Ímpar bebeu da fonte deste homem”, elucidou.

Enquanto isto, Yolanda Monteiro, sobrinha do homenageado, usou da palavra em representação da família para agradecer ao Governo pelo preito, tendo considerado que com esta homenagem “hoje a dor pela sua perda suavizou apenas um pouco”, ainda que “a saudade sempre presente, vivida e sentida domina, enquanto desafia a família a sobreviver.

A homenagem ao “Poeta Singular” contou ainda com um concerto animado pela artista Sandra Horta & sua banda e declamação de poesia com N’Gosi Nelly.

Inforpress

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