James dos Reis: “A música sempre foi algo muito pessoal”

O artista que vai atuar pela primeira vez em Cabo Verde no palco dos CVMA é filho de pais cabo-verdianos. Em entrevista ao Balai, confessa que um dia gostaria de subir ao palco do Festival de Baía das Gatas.

James dos Reis foi o primeiro artista a ser anunciado pela organização dos Cabo Verde Music Awards para a gala deste ano. Nascido em Portugal, este jovem de 26 anos é filho de pais cabo-verdianos e até então nunca tinha atuado na terra das suas origens.

“Não estava à espera do convite para a gala (…) posso dizer que é uma honra, estive em Cabo Verde quando tinha apenas 6 anos de idade”, diz em entrevista ao Balai.

“A música sempre foi algo muito pessoal”.

Questionado sobre como a música entrou na sua vida, James conta que foi através de uma prima, Myriiam, que é cantora de Kizomba, que foi um pouco influenciado para a área. Contudo, diz sempre esteve mais focado em jogar(bola) e que não ligava muito à música, apesar de gostar.

“A música sempre foi algo muito pessoal, mas nunca me foi estimulado”, afirma.

Aos 17 anos enquanto estudante, James punha-se a cantar dentro da sala de aulas, daí os colegas o incentivaram a fazer vídeos e a partilhar na internet.

Mais tarde um grande amigo o convidou a participar de um casting. Apesar de nervoso para subir ao palco pela primeira vez, James conta que se saiu bem e, consequentemente, foi o primeiro selecionado no Casting. Foi a partir dessa altura que começou a sua carreira como artista.

O jovem conta que foi em Londres, Inglaterra, que assinou um contrato enquanto modelo que lhe permitiu fazer várias coisas, abrindo mais uma porta na sua jornada.

Atualmente, a residir em Portugal, James diz que a sua carreira ainda se encontra em processo de crescimento. Recentemente, atuou num dos palcos do Rock in Rio em Lisboa, “uma das suas maiores experiências enquanto artista”, e revela que gostaria de ter uma experiência em palco com a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade.

Acredita que apesar de não ser muito conhecido no mundo da música, ao pisar um palco, o público acaba por sentir aquilo que ele quer transmitir.

Outra das suas grandes ambições é poder subir ao palco do Festival de Baía das Gatas, em São Vicente, sendo que desde pequeno ouvia falar muito do festival, para além de São Vicente ser a terra natal da mãe.

O artista que sempre trabalhou single a single, quis contrariar esta dinâmica e trabalhar em algo mais sólido, “para mostrar ao público um trabalho mais composto”.
Este ano, em 3 semanas fez um EP de 7 faixas, intitulado “SETE”. Neste trabalho diz que não sentiu a necessidade de cantar em crioulo.

O single de estreia do EP – “NPM” que foi lançado em junho deste recebeu vários elogios, o que é gratificante para o cantor. Entretanto, James diz que o tema não atingiu o público como esperava e que ainda “quer chegar a mais pessoas, ciente de que tudo é um processo”.

James vai atuar pela primeira vez em Cabo Verde no próximo dia 1 de outubro, na gala dos Cabo Verde Music Awards, na cidade da Praia. O evento vai contar também com a participação de Big Rasta & Ceuzany, Josslyn, C4 Pedro, Joana Alegre e o sueco-congolês Mohombi.

Cátia Gonçalves/ estagiária

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