Kavala Fresk Feastival 2024 aposta em sabores e texturas do continente africano

Este ano o evento gastronómico “atravessa o Atlântico aproximando-se cada vez mais do continente africano” com um menu de sabores, saberes, texturas e paladares de África.
Foto@Facebook Kavala Fresk Feastival

A um mês da 12.ª edição do Kavala Fresk Feastival (KFF), a organização do evento gastronómico garante que, apesar dos desafios, os preparativos estão a decorrer na normalidade. Kiso Oliveira, membro do Plurim Kriativ, avança que a edição deste ano vai contar com a participação de países da costa de África.

“Já são onze anos a realizar o evento que já vai na sua 12.ª edição e já ganhamos muita experiência. Portanto, todas as dificuldades acabam por se transformar em desafios. É claro que enfrentamos desafios como todos os anos, mas o resto está a ir bem”, diz Kiso Oliveira, membro do Plurim Kriativ.

Segundo a mesma fonte, o Kavala Fresk Feastival já faz parte da agenda de grandes eventos de São Vicente, mas alega que o engajamento de parceiros tem sido o maior desafio ao longo dos anos. “(…) o único aspeto que podia melhorar mais é o engajamento do Estado, digamos assim, através de instituições como os ministérios, e parceiros que também podiam engajar mais cedo”.

Este ano o conceito do Kavala Fresk Feastival é voltado para a aproximação do continente africano com um menu de sabores, saberes, texturas e paladares da África.

De acordo com Kiso Oliveira, a organização já está na fase final de confirmação da presença de chefs de países da costa de África.

Para esta edição a organização almeja a participação de um maior número de restaurantes do que na anterior. ”Estimamos cerca de 50 espaços de degustação e restaurantes. O Kavala Fresk Feastival é dividido em secções, temos um espaço que é ‘Gastronomia’ que engloba três partes que são Pexe na Braza, Pexe na Próte e Gourmet”, diz e acrescenta que o feedback tanto dos restaurantes como do público tem sido “bastante positivo” ao longo das edições.

No que tange à matéria-prima, Kiso Oliveira diz com convicção que “a cavala sempre aparece”, uma vez que, cria-se um ambiente favorável de negócio. “O ex-presidente da Associação dos Armadores de Pesca disse-nos que os armadores tiveram que reformular os seus negócios, ou seja, já sabem que nesta época devem pescar cavala, algo que não acontecia anteriormente. Portanto, não temos tido problemas em relação à matéria-prima.”

Uma das novidades desta edição é a transformação do projeto “Rádio Kavala” num podcast que começa a ser divulgado nesta quinta-feira, 13. “São doze episódios que vão contar a história do Kavala Fresk Feastival.”

O Kavala Fresk Feastival acontece no dia 13 de julho, mas durante este mês de junho vai ser realizado uma série de teaser para divulgar o que vai acontecer no evento gastronómico. Outra novidade é a realização da “Memória doce ness Kavala 12” que, segundo Kiso Oliveira, é uma forma de engajar o público. “Vamos desenvolver uma estratégia de comunicação onde vamos capturar o feedback das pessoas e as suas memórias doces dessas 12 edições do Kavala Fresk.”

Questionado sobre se pretendem expandir o evento para as outras ilhas, o representante da organização diz que o Kavala Fresk Feastival foi desenhado para ser expandido tanto no país como internacionalmente. “Já marcamos presença em eventos internacionais de uma forma mais pequena da dimensão que foi desenhada e criada, bem como nacionais. Estamos abertos para parcerias para levá-lo para outras ilhas.”

“O desenvolvimento turístico na ilha de São vicente é promissor, com a nova gestão do aeroporto, a construção de novos hoteis, a construção do terminal de cruzeiro, vamos ter um boom turístico com certeza no Mindelo e no futuro, o Kavala Fresk vai ter uma maior participação e vai alargar ainda mais internacionalmente e esperamos que atinja também a sua sustentabilidade”, salienta.

É de recordar que há alguns anos foi feito um estudo sobre o impacto do evento gastronómico na economia local e foi concluído que o Kavala Fresk Feastival “cria de forma indireta e direta cerca de 600 postos de trabalho temporários”. “Temos uma média de mais 40 mil participantes e movimentamos significativamente a economia local, criamos um ambiente favorável de negócio desde armadores, pescadores, peixeiras, supermercados, minimercados, restauração, alojamento e tudo o que é comércio informal”, diz e acrescenta que o evento movimenta cerca de 30 milhões de escudos nas caixas vinti4.

(artigo editado às 15h00

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Agenda