Maio/Tabanka: Associação pede maior reconhecimento do legado deixado por Xepa Mamai

A Associação Tabanka Djarmai exorta as entidades ligadas ao sector da cultura para reconhecerem melhor o legado deixado por aquela que é considerada a rainha da Tabanka Djarmai ´epa Mamai, com a colocação de pelo menos um busto.

Depois de ter assinalado, no dia 27 de Novembro, os três anos do passamento da figura maior desta manifestação cultural e ancestral da ilha, a Associação Tabanka Djarmai pede às autoridades com responsabilidade no sector da cultura, para que também valorizem o contributo e o legado deixado por Xepa Mamai em prol da tabanka na ilha, com pelo menos a colocação de um busto numa das ruas da cidade do Porto Inglês.

Segundo avançou à Inforpress o presidente da Associação Tabanka Djarmai, Luís Freire, celebram esta data pela primeira vez, mas pretendem continuar nos próximos anos, pelo que aproveitou a ocasião para exortar as entidades local e nacional para darem uma atenção especial a esta data e cultura da ilha, por forma a dignificar esta manifestação cultural mais antiga do Maio.

Avançou ainda que já apresentou a proposta do busto tanto ao vereador da Cultura da Câmara Municipal do Maio como ao ministro da Cultura para perpetuar o legado deixado por aquela mulher que também já representou a ilha e o país em eventos além fronteira.

“Estivemos cerca de dois anos impossibilitados de fazer uma actividade em homenagem a Xepa Mamai por causa da pandemia, mas este ano fizemos todo o esforço para celebrar este momento que, apesar de ser um momento de alguma “mágoa”, é também de “grande orgulho”, salientou.

Luís Freire advogou, por outro lado, que também é preciso uma maior atenção por parte da autarquia local, no que tange a esta data, justificando que este ano houve “pouca atenção” por parte do vereador responsável pela área cultural. No entanto disse esperar uma atitude diferente no próximo ano, também do Ministério da Cultura.

O presidente da Tabanka Djarmai considerou que a primeira edição contou com uma “boa moldura humana” e perspectivou que nos próximos anos vai ser “ainda melhor” com a participação também de mais grupos, bem como apoio de empresas locais, como forma de potencializar esta manifestação cultural.

Por seu lado, os filhos que vieram dos Estados Unidos para marcarem presença neste acto, assim como os que residem na ilha, consideraram esta iniciativa como um reconhecimento pela dedicação da mãe durante a sua vida para enaltecer a tabanka da ilha. Na opinião de José Rui Freire ainda é preciso fazer algo e destacou como exemplo a colocação de um busto numa das ruas da ilha.

José Rui Freire, que também é um amante da tabanka, garantiu que no próximo ano vai fazer os possíveis para marcar presença neste acto, assim como as suas duas irmãs e que vão contribuir para que a comemoração desta data seja cada vez melhor.

Adiantou ainda que já há algum tempo estão a tentar adquirir o direito a cover para fazer uma justa homenagem à mãe, mas que tal não aconteceu ainda devido à alguma burocracia.

“É difícil entender esta atitude, mas se as autoridades não estão a fazer algo para um justo reconhecimento, pelo menos que deixem a família fazer a sua parte, uma vez que estamos dispostos a fazer isso e o quanto antes”, desabafou.

Josefa Freire, Xepa Mamai como era conhecida na ilha do Maio, faleceu no dia 27 de Novembro de 2018, nos Estados Unidos de América e foi transladada para a ilha do Maio, onde foi sepultada a 05 de Dezembro do mesmo ano, no cemitério da cidade do Porto Inglês.

 

Inforpress

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