Mais de 40 filmes constam da primeira edição do Kafuka African Film Festival

O festival está orçado em 2 mil contos e conta com a presença de filmes de vários países do continente e da diáspora.

Cabo Verde vai acolher, pela primeira vez, um festival dedicado ao cinema africano e à sua diáspora. A primeira edição do Kafuka African Film Festival acontece de 16 a 19 de outubro na cidade da Praia e conta com a participação de mais de 40 filmes do continente africano, bem como da diáspora.

“Mais do que um festival de cinema, o KafuKa é uma ponte que liga as nossas ilhas ao vasto e vibrante continente africano e à diáspora espalhada pelo mundo, através da poderosa linguagem do cinema”, afirma Natasha Craveiro, diretora artística e curadora do festival.

Com um orçamento de 2 mil contos, o festival foi idealizado pela Korikaxoru Films, uma produtora de cinema independente, e é organizado pelo Koletivu Nhanha, um coletivo de mulheres cabo-verdianas no cinema e no audiovisual, em parceria com as produtoras Seiba Produções, LentIlhas e Nós Raiz.

Um festival com alma africana

A programação do Kafuka African Film Festival inclui obras provenientes de diversos países africanos como Togo, Senegal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, bem como Cabo Verde e a sua diáspora. Muitos dos filmes selecionados passaram por festivais de renome internacional, como Cannes, Berlinale, Sundance e Toronto.

O festival vai contar com uma seção competitiva, dividida entre longas e curtas-metragens. Na categoria de longas-metragens, os filmes vão disputar os galardões de Kafuka de Ouro e Kafuka de Prata. Já na categoria curtas-metragens, vão ser atribuídos os prémios de KafuKa Short Ficção e KafuKa Short Documentários.

Além da competição, o Kafuka apresenta uma seção não competitiva, com destaque para o Cinema Contemporâneo Nacional, o Cinema Africano Contemporâneo e a seção Kafukinha, dedicado ao público infantojuvenil, “para que as futuras gerações tenham acesso à sétima arte”.

Cabo Verde representado com dez filmes

O cinema cabo-verdiano vai estar representado por dez produções, entre curtas e longas, divididas entre as seções competitiva e não competitiva.
A intenção é não apenas projetar o talento nacional, mas também estimular o gosto pelo cinema junto ao público local.

“O grande objetivo é trazer o público para ver o cinema, para se “reapaixonar” ou apaixonar pela sétima arte e irmos aumentando e desenvolvendo essa audiência que, a determinado momento da nossa história, não digo que desapareceu, mas diminuiu consideravelmente”, salienta Natasha Craveiro.

“(…) Nesse sentido, todas as sessões serão gratuitas, mediante o levantamento de bilhetes, através da plataforma Soldout”, acrescentou. A abertura e o encerramento vão acontecer no Palácio da Presidência da República. E as sessões vão acontecer em vários espaços.

Presenças e homenagens

O festival vai contar com a presença de realizadores do continente, com apoio logístico assegurado por embaixadas, pela edilidade praiense e outros parceiros. Está também prevista uma homenagem a três líderes comunitários, “que se destacaram pelo seu trabalho incansável e dedicação”. Os nomes dos homenageados serão divulgados posteriormente.

A programação inclui também master classes, sessões de networking e momentos de diálogo entre cineastas do continente e da diáspora, de forma a fomentar trocar e fortalecer a indústria audiovisual cabo-verdiana, que, segundo Natasha Craveiro, ainda se encontra em fase embrionária.

“O cinema africano está vivo, forte e pronto para conquistar o mundo. E o Kafuka é a nossa forma de o celebrar”, conclui Natasha Craveiro.

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