Mindelact: Raíz di Polon retrata saga do cabo-verdiano no “CV Matrix 46”

O grupo cabo-verdiano Raíz di Polon apresenta, neste sábado, no Festival Internacional de Teatro do Mindelo – Mindelact, a peça “CV Matrix 46”, que retrata a saga do cabo-verdiano e a necessidade de emigrar.

O responsável do grupo santiaguense, Manu Preto, explicou hoje em conferência de imprensa do Mindelact, que o espectáculo é a junção de outros dois espectáculos resultando numa peça “cheia de cor, ritmo e com muita força e mostrando a saga do povo cabo-verdiano”.

O dançarino e coreógrafo destacou o facto de haver quatro gerações de bailarinos nessa apresentação.

Aliás, ajuntou, é esta troca de gerações que tem permitido trazer “dinâmicas e forças diferentes” dos mais jovens e ainda “qualidade e exemplo” dos mais antigos para um percurso de 30 anos.

“Desafios têm sido imensos num percurso bonito de 30 anos, de muito trabalho, muita partilha e de viagem para muitas culturas, em mais de 50 países”, considerou Manu Preto, para quem o mais importante é o reconhecimento nacional e internacional, “mas, sobretudo”, a presença assídua no Mindelact.

O espectáculo “CV Matrix 46” vai ser apresentado no Palco Um, no Centro Cultural do Mindelo, neste sábado, mesmo dia que o Palco Dois, na Academia Livre das Artes Integradas do Mindelo (ALAIM), recebe “UNA” de Portugal, que representa uma pesquisa sobre o HIV-Sida com contornos pessoais de Teresa Fabião.

“O meu trabalho fala de uma jornada muito pessoal já que lido com o HIV há dez anos e o UNA é uma performance sobre o invisível, sobre o vírus, algo que agora todos nós percebemos um pouquinho melhor e é sobre o tornar-se visível”, explicou a actriz, que falava também na última conferência de imprensa do Mindelact, que termina neste domingo, 14.

Teresa Fabião acredita que o assunto do HIV ainda está “muito pouco falado”, mas, no seu caso, foi um processo de amadurecimento desde 2015 com pesquisas sobre os “tabus, opressões” que vivem enquanto “corpos positivos”.

Hoje, a ALAIM recebe a peça “Stories of my bones” do sul-africano Frank Malaba e que, segundo a sinopse, mostra a realidade do sul do Zimbabué em que as avós reúnem os seus netos e todos os membros da família ao redor do fogo da cozinha para contar histórias.

Frank Malaba disse que sua avó inventava contos folclóricos que eram pontuados por canções e às vezes dançavam. E foi aí que sua imaginação se desenvolveu em uma “força destemida”, que aprendeu a moldar palavras que se tornaram blocos de construção e que contribuiu, de maneira decisiva, na sua forma de contar histórias.

Inforpress

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