Movimentação à volta do “pilon” mostra o desejo que as pessoas tinham em festejar e manter a tradição, diz edil da Brava

O presidente da Câmara Municipal da Brava considerou esta quarta-feira, 22, que a grande adesão das pessoas ao “pilon” mostra que a sociedade possui desejo em festejar e manter viva a tradição.

Francisco Tavares fez estas considerações hoje, em declarações à Inforpress, durante a realização do tradicional “pilon”, realçando que isto demonstrou que todos estavam “ansiosos” e que as pessoas ainda “abraçam a tradição com o desejo de mantê-la viva”.

“No fundo é com uma relativa emoção, depois de dois anos sem ter festejado o santo padroeiro com estas etapas que na Brava tem como tradição e parte rica da cultura, ver esta aglomeração, a curiosidade das pessoas, visitantes, emigrantes que já chegaram à terra e os próprios bravenses a correr para assistir ao “pilon ou ravespa” (antevéspera)”, revelou o autarca.

Igualmente, Orlando Burgo, presidente da associação AMISANDJON, disse estar “muito feliz”, sobretudo depois dos dois anos que não houve festejos de São João Baptista devido à pandemia e hoje ao serem retomados, ver a praça cheia de pessoas animadas, trouxe-lhe um “sentimento de satisfação”.

Aliás, reforçou que esta é a missão da associação, “organizar e festejar a bandeira de São João Baptista, não somente quando é festeira, mas também apoiar qualquer pessoa que ao tomá-la necessite de apoio”.
Pois, justificou que São João Baptista é o padroeiro da ilha e têm de fazer tudo no sentido de “agradar” todas as pessoas que se deslocam à Brava de onde quer que seja para festejar a bandeira com os bravenses.

Sobre a tradição em si, o “pilon” é onde as pessoas preparam o milho para uma parte das comidas que são servidas na véspera e no dia do santo padroeiro.

Este milho é aproveitado para fazer a cachupa, o xerém, batanca, cuscuz e, por isso, chamam isso de “pilon”, porque muitos dependem das comidas provenientes do milho para se alimentarem no dia-a-dia.

Os homens tocam o tambor, ou mesmo algumas mulheres de coragem, as outras mulheres cantam e vão “colando” ao ritmo do toque e todos os interessados participam no habitual “kutxi midjo” e, neste mesmo espaço, encontram-se aqueles que vão distribuindo os comes e bebes.

Inforpress

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