Museu do Mar sofrerá remodelação para “nova abordagem museológica” orçada em 8,5 milhões de contos

O Museu do Mar, no Mindelo, será nos próximos meses remodelado com o objectivo de ganhar “nova dinâmica museológica” orçada em cerca de 8,5 milhões de contos e em parte financiada pelo Fundo Autónomo das Pescas.

Para efeito do financiamento do Fundo Autónomo das Pescas (FAP), que deverá ser de cerca de três milhões de contos, foi assinado na manhã de hoje, no próprio Museu do Mar situado na Réplica da Torre de Belém, um protocolo de cooperação entre o Ministério do Mar e o Instituto do Património Cultural (IPC).

Uma parceria, que segundo a gestora do FAP, Helena Luz, que representou o ministério juntamente com o director nacional de Pesca e Aquacultura, traduz-se nos desígnios de promover o conhecimento e a preservação do mar, história e património cultural do País.

O FAP pretende com este financiamento, conforme a mesma fonte, dar o seu contributo para que a cidade do Mindelo, os mindelenses e os visitantes tenham um “museu rico, não só do ponto de vista do seu espólio, mas também do conceito museológico integrado, virado para o público interno e externo, de modo sustentável”.

O presidente do IPC, Jair Fernandes, por seu lado, assegurou que o museu é um “motor de desenvolvimento da ilha” e terá uma intervenção para efectivar o “novo paradigma” sustentado pelas novas tecnologias de informação e ainda terá o espaço do pátio terceirizado, permitindo ter uma renda para a “nova dinâmica” que se quer para o Mindelo.

O ministro Abraão Vicente, que presidiu o acto como responsável tanto do Ministério da Cultura como do Mar, assegurou ser uma “felicidade” juntar os dois ministérios por ele tutelado e acabar com o “doloroso estado de degradação contínua” que o monumento tem sofrido ao longo dos anos.

“Por isso, é importante do ponto de vista patrimonial a recuperação de um ícone da cidade do Mindelo. E recuperar a réplica da Torre de Belém não é só uma questão estética, somente a parte visual é um manifesto à cidade”, sublinhou.

O governante anunciou que a remodelação, orçada em cerca de 8,5 milhões de contos, vai ser completo com um financiamento de dois milhões de contos da parte do Orçamento do Estado e o remanescente a partir do Projecto subaquático da região da Macaronésia -Mergulhar, que financiará a parte técnica.

As obras preveem, segundo o arquitecto responsável, Adalberto Tavares, primeiramente, a remodelação e melhorias de anomalias detectadas no edifício e de seguida a modernização tendo como base a dinâmica dos museus existentes no estrangeiro.

“Trazendo muita tecnologia, informações interactivas e que seja um museu muito apelativo para atrair não só o turismo como o público de São Vicente”, explicou o técnico, adiantando que a ideia é ter um “monumento ímpar” e que deverá servir de exemplo para outros projectos futuros.

Daí, ajuntou, uma “repaginação”, que apostará muito nas tecnologias audiovisuais, iluminação adequada e vitrines e móveis de ponta.

As peixeiras, tal como informou o ministro Abraão Vicente, também terão um espaço para instalar à sua associação após a remodelação do museu, cuja inauguração deverá acontecer no Dia Nacional da Cultura, assinalado a 18 de Outubro.

Inforpress

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