Novo CNAD cria um novo ícone para a cidade do Mindelo, diz ministro da Cultura

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, garantiu hoje que o novo Centro Nacional de Arte Artesanato e Design (CNAD) trará um “novo ícone” à cidade do Mindelo, misturando o moderno e o tradicional.

O governante teceu esta consideração hoje no Mindelo, no ato de apresentação pública do edifício, que tem 30 de Julho como data marcada para a inauguração.

Segundo a mesma fonte, a ideia foi fazer uma infraestrutura que tivesse padrão e qualidade internacional, e que, de certa forma, fosse um complemento à própria independência de Cabo Verde.

Por isso, ajuntou, esse “trabalho apolítico” teve como propósito fazer um museu clássico, mas, que “fosse um ícone à cidade” e que, para além, da sua beleza exterior tivesse conteúdo.

“A nossa ideia é que o CNAD seja uma parceira ao Monte Cara e refletir toda a densidade que é estar nas artes e na criação de um povo”, considerou Abraão Vicente, adiantando que a estrutura é moderna do ponto de vista visual, mas conta toda a tradição cabo-verdiana.

Para o ministro, este museu é a “grande obra” do mandato anterior, que construído de raiz mostra a continuidade de várias gerações e ainda mais financiado “cem por cento” por Cabo Verde, através do Orçamento de Estado e do Fundo do Turismo.

Daí, assinalou Abraão Vicente, valeu a pena o investimento de “mais de 120 mil contos” para trazer “algo importante que ainda não tinha sido feito”.

Representando os arquitetos responsáveis pelo projeto, Eloisa Ramos disse que o centro nasceu de uma “ideia ousada e visionária” e com “acolhimento imediato” do ministro da Cultura e do primeiro-ministro.

O edifício, segundo a mesma fonte, é a “síntese de valores preconizados por Amílcar Cabral”, entre os quais de descolonização da cultura.

A fachada do CNAD, por outro lado, está revestida de tampas de “bidon” (tambor, em português), que representa, conforme a arquiteta, um “símbolo de resiliência e da luta das ilhas para se manterem de pé”.

Também presente na apresentação, o diretor do CNAD, Irlando Ferreira, considerou que o novo centro “cria uma visão renovada da arte, artesanato, design e da cultura de Cabo Verde” e cujos espaços vão homenagear os fundadores como Manuel Figueira, Bela Duarte e Luísa
Queirós, mas também outros artistas como Alex da Silva, Nhô Griga e Nhô Damásio.

A inauguração do novo edifício está marcada para 30 de Julho e, conforme a mesma fonte, tem na programação uma performance do artista Caplan Neves e ainda concerto do compositor e instrumentista Vasco Martins, que “emprestou” uma composição sua para o jogo de cores existente na fachada.

O programa contempla ainda abertura de exposições nas diferentes galerias e ainda uma performance da dançarina e coreógrafa Marlene Freitas.

Ainda como parceiros, o CNAD terá na inauguração a parceria do Centro Pompidou de Paris, França, conforme informações do ministro Abraão Vicente.

O evento de apresentação, que aconteceu num dos hotéis da cidade do Mindelo, contou ainda com outros intervenientes no projeto como a curadora e crítica de design brasileira, Adélia Borges, Ana Cunha e Gonçalo Santana do ACBD Studio, em Portugal, que participaram todos via plataforma Zoom.

Inforpress

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