“O meu objetivo é o mundo”, diz Djodje em entrevista sobre os 20 anos de carreira

“Mininu di Oru” é o título do novo álbum de Djodje que assinala um marco importante deste artista cabo-verdiano. Afinal, não é todos os dias que com 32 anos se celebra 20 anos de carreira. Em entrevista ao Balai, o cantor, compositor e produtor cabo-verdiano fala sobre o novo trabalho que "é mais eclético, maduro e com uma vertente mais internacional". Confessa que com duas décadas de palcos, ainda há muitos desafios pela frente. “O meu objetivo é o mundo”.

Para começar, pedimos ao Djodje que nos explique ao que se deve o título deste álbum que é também o nome do mais recente single lançado pelo cantor.

“Desde o início da minha carreira que muitas pessoas me davam essa alcunha e eu nem sempre a soube aceitar e entender o porquê. Mas a verdade é que comecei a cantar desde muito cedo e as pessoas que sempre me acompanharam viram um ‘menino’ a cantar, então acho que é uma forma carinhosa de mostrar que me acompanham desde sempre. Acho que faz sentido nestes 20 anos de carreira assumir um pouco essa alcunha, que remete ao início, e, enquanto “mininu di oru” entre aspas, dar o meu máximo para a cultura e música de Cabo Verde (…)”.

Um álbum “mais maduro, eclético e onde o Djodje quer representar Cabo Verde da sua maneira”. As bases para o “Mininu di Oru” começaram a ser construídas num retiro artístico (production camp) na Cidade Velha, na ilha de Santiago.

“Neste álbum fomos beber muito na fonte, do que é a música tradicional de Cabo Verde. Daí que tem uma influência muito forte de vários géneros musicais cabo-verdianos. Fizemos um production camp que é algo que nunca tinha feito (…) e durante 10 dias, foi só música. Aí acabou por sair a grande base do que é o Mininu di Oru (…) é um álbum que não é só meu, mas de todos que estavam no production camp”.

Se por um lado, a pandemia da covid-19 acabou por facilitar a fase de produção, por outro, a fase de divulgação dos trabalhos musicais teve de ser adaptada e readaptada várias vezes. Até que finalmente o álbum de Djodje vai ser divulgado a público em finais de outubro.

A nível de produção, a própria Broda Music acabou por tirar partido da época sem espetáculos e Djodje adianta que para breve estão para sair vários trabalhos, nomeadamente, de Mário Marta, da Kady e um EP do Ricky Man.

Quanto à apresentação do “Mininu di Oru” em Cabo Verde, Djodje promete um grande show, mas em 2022.

Depois de duas décadas, é um desafio continuar a ser criativo e adaptar-se ao mercado? “O meu objetivo é o mundo, que é um mercado que ainda não conquistei e o desafio vem daí: não me contentar apenas no mercado onde estou, mas conquistar novos mercados. A minha motivação está sempre lá, quanto maior for a tua capacidade de alcance mais exigente o teu público fica, o que me faz trabalhar ainda mais”.

Independentemente das decisões, o cantor e produtor defende que todos os erros fizeram parte deste processo de aprendizagem e ainda há outros por cometer. “Os erros trouxeram-me aonde estou hoje e estou feliz”.

 

Sobre algumas críticas nas redes sociais sobre a necessidade de se posicionar mais sobre certas causas, nomeadamente a causa racional, Djodje argumenta que da sua parte sempre houve posicionamento mas que claramente com a idade sentiu uma maior necessidade de se posicionar publicamente com as causas com as quais se identifica, salienta.

De volta aos palcos, o show mais recente teve lugar a 21 de outubro, onde Djodje atuou em Londres ao lado de Nelson Freitas onde os dois artistas convidaram outros nomes cabo-verdianos como Dino D’Santiago, Loony Jonhson, Mayra Andrade e Julinho KSD para partilhar o palco no espectáculo Kriol Kings, na capital inglesa.

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