Organização e público dão nota positiva à 30ª edição do Festival Santa Maria

Apesar dos atrasos, os festivaleiros e a organização avaliam positivamente o Festival Internacional Santa Maria 2022 que terminou na manhã deste domingo.
Hermínio Monteiro

“Tendo em conta todos os constrangimentos que tivemos durante o percurso da realização do festival, sobretudo no primeiro dia, o balanço é extremamente positivo. Não houve nenhum acidente e nem intervenção da parte da proteção civil e da Polícia Nacional e tudo isso nos leva a dizer, com toda a certeza, que o festival foi um sucesso”, diz o diretor da comissão do certame, Hermínio Monteiro.

Depois de 14 anos sem pisar a arena do festival, este ano Erika Costa foi assistir os artistas do segundo dia do certame e diz que foi “maravilhoso”.

Já Cátia Amado não perdeu um dia do evento que este ano retomou depois de uma pausa de dois anos devido à pandemia. “Para mim, o festival foi espetacular desde o primeiro dia. O pessoal comportou-se lindamente, estava tudo muito bem preparado. Não podíamos começar a celebrar a vida da melhor forma.”

Apesar dos atrasos, que considera normal, Amílcar Pinto afirma que foi um bom festival. “Foi uma boa convivência e não houve casos de grande violência, pelo menos não vi. Pelo palco passaram bons artistas, uma mistura da velha guarda e os mais recentes, acho que estava no gosto de quase todas as pessoas. Adorei.”

Artistas reclamam de tratamento diferenciado

Alguns artistas, sobretudo Kino Cabral, Mc Bronk e Mark Delman, que passaram pelo palco da 30º edição do Festival Santa Maria, mostram-se indignados com a organização no que tange à alteração do alinhamento que culminou com a redução do tempo dos shows.

“Convém dizer que os artistas devem perceber uma coisa, o show não é deles, mas sim de quem pagou pelo serviço previamente combinado. O artista não pode transformar um show em algo dele, assim não dá. Perde-se o controle. Se todos os artistas vieram cá fazer isso, será, pelo menos, uma semana de festival, porque todos querem dar o seu máximo e é compreensível, não estou a dizer que está errado, mas é preciso compreender essa parte”, realça Hermínio Monteiro.

Em conversa com os jornalistas, Kino Cabral revelou que existe um tratamento diferenciado entre os artistas, mas a organização defende que não é verdade.

“Quando se negoceia com um artista é lhe pedido tudo aquilo que ele acha que pode ter direito, no momento de assinar o contrato, e há artistas que não fazem isso. Assinam o contrato e concordam com o cachê e pronto. Tem que ficar explícito no contrato previamente enviado para a comissão aquilo que ele acha que tem direito no camarim. Logo, não há tratamento diferenciado. Todos os artistas estão nos melhores hotéis do Sal. Todos têm direito a tudo o que o hotel oferece a um cliente, portanto, isso não faz sentido”, esclarece a mesma fonte.

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