Organização satisfeita com acolhimento do AME no Mindelo 

O diretor-geral do Atlantic Music Expo (AME) garantiu estar satisfeito com o acolhimento que o certame teve pela primeira vez, no Mindelo, e quer agora mais apoios para que o evento se concretize neste palco.

Augusto “Gugas” Veiga fez o balanço à imprensa na noite de domingo, na sequência das atuações de cinco artistas nacionais e estrangeiros nos dois palcos da cidade, na Praça Nova e Praça Dom Luís.

Segundo a mesma fonte, valeu a pena ter trazido o certame para São Vicente, ainda mais pelo envolvimento do público que não se cansou da “correria” entre os dois palcos na sexta-feira e no sábado.

“Foi uma adesão desde o início e as pessoas até acharam interessante”, considerou Gugas Veiga, realçando este “formado diferente” do habitual feito na Cidade da Praia, onde nasceu o AME, poderá ser mantido dependendo da análise dos pontos bons e menos bons.

Daí, afiançou, a intenção de fazer o certame vir para ficar no Mindelo, embora agora dependa da “própria influenciação da população, mas também do investimento do poder público e de empresas privadas, já que o evento custa”.

Gugas Veiga garantiu que o AME em São Vicente tinha um orçamento inicial de 12 mil contos e que cobriria mais artistas e mais dias, mas, devido à falta de meios financeiros, teve de ser cortado para um montante que “ainda não foi quantificado”.

“Tínhamos duas opções, ou não fazíamos, ou fazíamos só estes dois dias, mas, achamos por bem fazer para mostrar às pessoas e fazê-las entender o conceito e que pudessem gostar e a partir daí dar-nos mais força para podermos exigir e fazer mais”, explicou o produtor, para quem a partir de agora deverá haver “maior valorização” para que o evento seja feito “muito melhor” num futuro próximo.

As atuações no Mindelo contaram com mais de uma dúzia de artistas, sendo que no último dia os dois palcos receberam Dieg, Selma Uamusse, Fattú Djakité, Diva Gomes e Mamadou Sulabanku e que, como lembrou Gugas Veiga, foram escolhidos por um júri internacional, constituído por uma francesa, uma indiana e uma italiana, que, à exceção da indiana, estiveram no Mindelo, para verificar as performances das escolhas feitas de entre mais de 400 candidaturas, só para São Vicente.

“O interesse por São Vicente foi muito grande, mas, tivemos dificuldades porque várias bandas não conseguiram o financiamento para a deslocação, porque as passagens para a ilha são muito caras e há poucas opções e estas tiveram que cancelar”, sublinhou.

A internacionalização do júri, conforme a mesma fonte, também é uma forma de “proteger” e impedir a influenciação da organização, que são produtores e trabalham com artistas, e por outro, asseverou, mostra a dimensão já conseguida pelo AME.

Tanto assim é que, di-lo Gugas Veiga, Mindelo, por exemplo, recebeu cerca de 30 diretores de festivais internacionais, produtoras, entre as quais Universal e Sony, jornalistas de EuroNews, BBC, RDP/RTP África, RFI e outras.

“Portanto, estamos a promover Cabo Verde como destino turístico, a promover como destino cultural”, sustentou, adiantando que mesmo artistas que não estiveram no cartaz do AME também puderam divulgar o seu trabalho através de entrevistas.

O certame prossegue na Cidade da Praia nos próximos dias, 13, 14 e 15, com atuações de cerca de 20 artistas nacionais e estrangeiros, para além, do programa paralelo de “merchandising´, workshops e encontros para negócio.

O AME tem a parceria do Governo de Cabo Verde, através do Fundo do Turismo.

Inforpress

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