“Podem esperar uma nova Kady mas sempre com a mesma essência”, diz artista sobre novo EP

A cantora cabo-verdiana lançou recentemente um novo single intitulado “Djuntu” que anuncia a chegada de um novo trabalho discográfico que resulta da união de vários artistas.

A artista Kady lançou no mês de maio “Djuntu”, um single que anuncia a chegada do seu novo EP que está a ser produzido desde 2020. Segundo a cantora, o público tem recebido “Djuntu” com muito carinho.

Em entrevista ao Balai CV, a artista que integra a Broda Music conta que o single surgiu em 2020 no meio da pandemia da Covid-19 durante um retiro musical.

“Djuntu surgiu em 2020 durante um retiro criativo com vários artistas e senti a necessidade de falar sobre esse tema que é de união e empatia. Então tudo isso refletiu-se nessa música. (…) Vimos que juntos somos mais fortes para fazer coisas lindas. (…) Nesse tema tive a honra de contar com a participação do Dino d’Santiago que também estava no retiro.”

Segundo Kady, trabalhar com o Dino neste projeto foi “espetacular”. “Desde que fizemos a parceria para o Festival da Canção, que eu e o Dino começámos a trabalhar juntos e não nos largamos mais. Ele é um grande amigo e além disso admiro-o imenso como artista e como pessoa. Então, é uma grande honra trabalhar com ele”.

O feedback do público em relação à música tem disso “muito bom”. “Estou muito contente com o feedback porque a música está pronta desde 2020. Então, durante todo esse tempo estava ansiosa sobre como o público iria aceitar o tema que tem uma sonoridade diferente dos anteriores, mas a aceitação tem sido incrível. O público tem aderido e recebido “Djuntu” com muito carinho”.

O nome do EP e a data do seu lançamento ainda são segredo, mas a artista adianta que este projeto será constituído por cinco temas que dão a continuidade do que já foi mostrado em Djuntu em termos de sonoridades, uma mistura do tradicional e pop.

“É uma mistura mais enraizada na cultura de Cabo Verde tanto ao nível de sonoridades, ritmos e também de expressões que uso. É isso que podem esperar. São mensagens de empoderamento e de raiz cabo-verdiana”, diz e agradece aos fãs pela paciência, uma vez que ficou algum tempo parada já que o seu disco de estreia “Kaminho” foi lançado em 2016.

“Podem esperar uma nova Kady, mas sempre com a mesma essência. Espero que escutem o trabalho com o mesmo carinho que depositamos nele”, diz.

As músicas que compõem o novo EP foram compostas durante o referido retiro criativo e contaram com a colaboração de todos os artistas que estiveram envolvidos. É o caso de Dino D´Santiago, Ricky Man, Djodje, Mário Marta, Gerson Marta, Éllàh Barbosa, Toty S’Amed e de Nayela, uma artista angolana que também fez uma colaboração especial com Kady neste EP. “Cada um deixou um pouco de si em cada tema”.

Questionada sobre como tem sido o impacto da pandemia na sua carreira, Kady diz que houve um lado positivo e outros nem tanto.

“Foi graças à pandemia que os artistas conseguiram parar e fazer o campo criativo durante um mês intenso para produzir as músicas, mas atrasou o lançamento. O EP poderia ter sido lançado antes, mas depois a promoção do mesmo iria ser muito limitada. Não iria conseguir fazer shows, então tive que esperar pela melhor altura”, explica a cantora que recentemente fechou uma parceria com a produtora Sony Music Portugal.

No mês passado, a convite de Urivaldo Lopes, estilista, fotógrafo e designer cabo-verdiano que fez a direção artística do vídeo clipe Djuntu, Kady fez a capa da revista Slimi, da qual Urivaldo é diretor criativo.

“Não nos conhecíamos e ficamos muito amigos. Gostamos de trabalhar um com o outro e Urivaldo Lopes acabou por me convidar para fazer a capa da revista Slimi. Foi uma experiência incrível e que nunca tinha vivido. Estava a sentir-me como uma top model, mas valeu muito a pena”, diz entre risos.

No mês de agosto, Kady que é filha da cantora cabo-verdiana Teresinha Araújo vai atuar no Festival Sol da Caparica em Portugal.

“Quero que seja um show muito poderoso tanto para o público como para quem está no palco. Quero passar muito empoderamento e convidei outras artistas femininas da lusofonia como por exemplo a Nayela, de Angola, e a Sílvia Barros, de São Tomé e Príncipe, para fazermos um momento bonito”.

 

(Artigo atualizado no dia 03/06/2022)

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