PR homenageia Raiz di Polon por representar “ousadia e ambição” de Cabo Verde

O Presidente da República, José Maria Neves, homenageou hoje, na Cidade da Praia, o grupo e Associação Raiz di Polon, por considerar que representa a “ousadia e ambição” de Cabo Verde.

A homenagem ao grupo, que “expressa um pouco de Cabo Verde de hoje”, segundo o chefe de Estado, aconteceu no Palácio da Presidência, no Dia dos Heróis Nacionais, enquadrada nas actividades da Semana da República, de 13 a 20 de Janeiro.

“O grupo Raiz di Polon representa a ousadia, a ambição de Cabo Verde. Por isso, quisemos, nesta data, homenagear o grupo que representa tão bem Cabo Verde neste momento. Para ganharmos, temos de ser positivos, ser destemidos, temos de ser ousados, temos que ir para além das nossas possibilidades, temos que superar a nós mesmos e é isso que Raiz di Polon tem feito. É o símbolo do caminho que queremos fazer para que Cabo Verde seja grande”, frisou.

A homenagem a Raiz di Polon, “um dos mais proeminentes” e internacionais grupos de dança cabo-verdianos, é justificada com o facto de, “em coerência com a importância que esta magistratura pretende dar à cultura” e assente no compromisso assumido pelo Presidente da República, desde a hora zero do seu mandato.

Por sua vez, o líder do Raiz de Polon, Mano Preto, agradeceu a homenagem, gesto que “motiva” o grupo e que vai somar a várias outras homenagens e ao todo carinho que o público cabo-verdiano e do mundo tem para ele.

“É mais um incentivo. Esse tipo de gesto leva os artistas a fazer cada vez mais o seu trabalho. É uma honra estar a receber esta homenagem em um dia tão especial como esse, 20 de Janeiro”, afirmou o responsável, acrescentando que com a homenagem, a responsabilidade aumenta, porque “cada homenagem é um incentivo para fazer o trabalho cada vez melhor”.

Em relação aos projectos para este ano, o grupo tem muitos, tendo Mano Preto lembrado que também 2021 “foi incrível”, porque fecharam o festival Mindelact, um bailarino foi para Barcelona, Espanha, participar num grande evento, sendo que este ano, no mês de Abril, irão estrear duas peças novas, para além de aulas diárias, intercâmbios internacionais, em que dois bailarinos vão a Portugal participar num projecto em homenagem a Orlando Pantera com a duração de um ano, entre outros.

A pandemia da covid-19 dificultou o trabalho do grupo, mas Mano Preto é categórico em afirmar que não impediu de continuar as aulas, e que só a participação em eventos internacionais que ficou mais reduzido, mas que o grupo foi para algumas cidades da Espanha e de Portugal.

Com 30 anos de existência, completa 31 anos a 14 de Novembro, a companhia de dança contemporânea Raiz di Polon tem feito um notável percurso, com participações em vários festivais internacionais de relevo e inúmeras menções honrosas e distinções, sendo a mais recente o prémio Prestígio, na gala RDP África 25 anos, na categoria dança, em Abril de 2021.

Enquadrada na Semana da República, além da homenagem ao grupo e Associação Raiz de Polon, aconteceu a apresentação e lançamento do livro “Crónicas Soviéticas”, do autor Osvaldo Lopes da Silva, no Palácio da Presidência.

Inforpress

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