Primeiro dia do Festival Santa Maria marcado por atrasos termina às 10h00 da manhã

A 30ª edição do festival arrancou com três horas de atraso. Público ficou até ao fim, mas as atuações de Dynamo e Kino Cabral foram adiadas para hoje.

Depois de dois anos de ausência, devido à pandemia da Covid-19, o Festival Internacional Santa Maria regressou na madrugada desta sexta-feira, 16, à arena da praia de Santa Maria. O certame que estava previsto arrancar às 21h00 começou com três horas de atraso que afetou o alinhamento.

Apesar do atraso derivado da demora na chegada dos equipamentos na ilha do Sal, o diretor da comissão do certame diz que o balanço é extremamente positivo.

“Se tirarmos o atraso de três horas, o balanço é positivo a todos os níveis, desde a atuação dos artistas ao comportamento das pessoas dentro da arena. (…) No que tange à segurança, tudo correu na normalidade. A polícia não teve nenhuma ocorrência. Normalmente, o festival da ilha do Sal é pacifico. As pessoas de facto vêm para conviver e apreciar a música e ver os seus artistas”, diz Hermínio Monteiro.

A abertura do festival esteve a cargo do grupo Sal Grosso composto por Clóvis Davero, Sadia Youssouf, Lizender Medina, Sílvia Medina, Sandro Pimentel, Alcione Alcy e Litocoolio Andrade, que fez a sua estreia no certame.

“O nosso projeto se baseia em músicas emblemáticas da nossa cultura, e como somos uma ilha capital turística, digamos assim, trazemos também o sabor da música tradicional”, diz Sandro Pimentel em entrevista ao Balai.

Para Sílvia Medina “foi incrível” pisar o palco do festival enquanto Sal Grosso. “Os grupos do Sal têm mostrado uma união memorável desde a pandemia. Há coisas más que vem para o bem e essa pandemia foi boa.”

Por volta das 02h45 da madrugada, foi a vez da dupla Calema subir ao palco pelo delírio do público.

António Mendes Ferreira e Fradique Mendes Ferreira, acompanhados pelo público, interpretaram temas como “Tudo por amor”, “Preparado”, “Onde anda”, “O nosso amor”, “Te amo” e “A nossa vez”, a primeira música dos PALOP a chegar aos 100 milhões de visualizações no YouTube.

Apesar de alguns problemas com o som, Fradique diz que sem dúvida é um dos melhores shows que já fizeram.

“A última vez que estivemos cá foi em 2016. Hoje podemos ver, que depois de todos esses anos vimos o quanto o público daqui do Sal gosta das nossas músicas e canta. Certeza que não será a última vez. Queremos regressar cá mais vezes. Foi um momento incrível que passamos com as pessoas, independentemente dos problemas técnicos, acho que o objetivo principal conseguimos fazer: Que é sentir essa energia com as pessoas a cantarem e vibrarem.”

Seguiu-se o grupo Diáspora formado por Rui de Bitina, Mário Marta, Dudu Araújo, Tito Paris e Don Kikas, que já participou em outras edições do certame.

O relógio marcava 06h00 quando Suzana Lubrano deu início a atuação do grupo 4S Band e Friends. A artista interpretou clássicos como “Tudo pa bo” e “Tardi Di Mas”.

Depois foi a vez de Dina Medina animar os festivaleiros. A artista que recentemente comemorou 30 anos de carreira em Rotterdam (Holanda), trouxe um repertório dos anos 90.

Passava das 08h00 da manhã, quando David Brazão subiu ao palco do Santa Maria para cantar temas como “Mimoria”, “Criol adi Mindelo”, “Coração Intende” e “Sinal de Paixão”.“Foi uma loucura atuar no festival”, diz o artista que atua pela segunda vez no certame.

Faltava para as 08h30, quando Manu Lima subiu ao palco “cheio de sono e cansado” para cantar “Meddley”, “Oh milena” e “Supreza”. “Faz tempo que não tocava nesse horário”.

O encerramento do primeiro dia do festival ficou a cargo do grupo Ferro Gaita que pisou a palco depois das 09h00 da manhã. O certame encerrou por volta das 10h00.

Kino Cabral e Dynamo que estava previsto atuarem nesta sexta-feira, 16, mas que devido à mudança do alinhamento vão subir ao palco neste sábado, 17. Segundo organização, o festival deve arrancar às 21h00.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

Agenda