Primeiro dia do Gamboa termina já com Sol e SOS Mucci a levar público à loucura

A 28ª edição do festival contou também com a atuação de Nunaus, Indira, Ga DaLomba, Meno Petxa, Ana Paula, Tranka Fulha, Jennifer Dias, Zé Espanhol, Josslyn, bem como dos homenageados da noite, Zezé e Zeca di Nha Reinalda.

Numa noite sem restrições e máscaras, o festival da Gamboa retomou após dois anos de pausa devido à pandemia da Covid-19. O primeiro dia do certame que estava previsto para às 21h00 começou com uma hora de atraso com a animação do DJ Tufão e com pouco público.

No relógio passava das 22h30, quando o DJ Pensador subiu ao palco para anunciar a abertura oficial da 28ª edição do Festival Gamboa com a atuação de Nunaus, que já atuou em outras edições do certame. Apesar do número reduzido de pessoas no areal, o artista disse que foi uma experiência boa. “Foi top”.

O músico natural de Vila Nova dividiu o palco com a jovem artista Jennifer Araújo que fez a sua estreia no festival.

“Para mim foi sensacional, porque é a primeira vez que estou a pisar um palco com esta dimensão”.

Após anos a acompanhar o festival no meio do público, este ano Indira fez a sua estreia no certame. A rapper subiu ao palco por volta das 23h00 e brindou o público com vários temas como “Gato Loja” e “Pe Finkadu na Txom”.

“Atuar num festival tão importante como o Gamboa deixa qualquer artista realizado. É um sonho de qualquer artista”, afirmou em entrevista ao Balai.

A atuação do rapper e ativista Ga DaLomba que estava previsto para às 21h50 só aconteceu por volta das 00h00. “Fundu Posu” e “Pelu Menus” foram alguns dos temas que o artista brindou o público presente no areal da Gamboa.

Após 40 minutos de espetáculo foi a vez de Meno Petxa subir ao palco.

Na madrugada deste sábado, subiram ao palco os homenageados do festival, os irmãos Zezé e Zeca di Nha Reinalda, que levaram o público ao rubro com vários temas de sucessos como “To Martins” e “Feia Kabelu Bédju”. Ambos foram condecorados pelo edil praiense com faixas de Pano di Terra pelo trabalho que têm vindo a prestar ao longo desses anos de carreira.

Emocionados agradeceram o reconhecimento. “Sinto-me recompensado pelo trabalho feito há mais de 40 anos”, disse Zeca di Nha Reinalda que promete continuar a contribuir para a cultura cabo-verdiana.

Por voltas das 02h30, subia ao palco Ana Paula, uma artista cabo-verdiana que reside nos EUA e que participa pela segunda vez no certame. A cantora partilhou o palco com “Bino Branco” dos Ferro Gaita.

De seguida, os DJs Tufão e Pensador estiveram em palco para animar o público enquanto aguardavam a atuação do próximo convidado.

Após ser retirado do cartaz do Gamboa em 2019, este ano o MC Tranka Fulha realizou o sonho de atuar pela primeira vez no Festival. O artista desceu ao palco em forma de “anjo” e cantou temas como “Superason” tendo levado o público ao rubro.

“Estou muito contente pela oportunidade. (…) É um sonho realizado (…) Já atuei em vários palcos, mas o do Gamboa é importante para a minha carreira”, afirmou o praiense em entrevista ao Balai.

Por volta das 04h30, foi anunciada a atuação de Jennifer Dias, que fez-se acompanhar de Totinho, antigo saxofonista da Cesária Évora, bem como outros artistas como Magik Santiago e Khaly Angel.

A artista que reside em França interpretou temas como “I Need You So”, “Chouchou” e “Loco” para o delírio do público que vibrou e cantou.

Em entrevista ao Balai, a cantora afirmou que foi uma sensação “muito especial” e agradeceu o convite da CMP. “Agradeço muito. A partilha com o público foi ainda mais especial”.

Seguiu-se a cantora santantonense Josslyn que já atuou algumas vezes no certame e brindou o público com vários temas como “Dzem Porquê”, “Pode beijau” e Relembrar”.

Às 6h30 da manhã de sábado o areal da praia da Gamboa vibrou ao som de funaná com o artista Zé Espanhol. O artista dividiu o palco com a jovem cantora Alícia Brito.

Após dois anos longe dos palcos, Zé Espanhol mostrou-se feliz e emocionado com a retoma dos eventos. “Logo no início da pandemia senti um pouco de tremor, emoção porque o palco é como se fosse a minha casa”.

O primeiro dia da 28ª edição do festival da Gamboa encerrou por volta das 8h00 ao som SOS Mucci, que partilhou o palco com outros jovens artistas, tendo levado o público ao rubro.

“É um sonho atuar no Gamboa. Desde que comecei a cantar esse era o palco que mais almejava. Neste momento é satisfação total e de paz”, diz o artista que ficou satisfeito com o público que ficou até ao fim à espera da sua atuação que não deixou a desejar.

O festival prossegue na noite deste sábado com atuação de outros artistas como Elida Almeida e Soraia Ramos.

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