Primeiro-ministro anuncia feira internacional de propriedade intelectual em São Vicente

O primeiro-ministro anunciou este sábado, 30, que o Governo pretende realizar, no Mindelo, uma “grande feira” internacional e regional de propriedade intelectual em parceria com a   Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Ulisses Correia e Silva fez este anúncio ao presidir a cerimónia da inauguração das obras de reabilitação Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), edifício que, segundo o chefe do Governo, vai aumentar o valor dos eventos culturais que já existem em São Vicente.

“Vamos trazer uma grande feira internacional e regional de propriedade intelectual, em parceria com a   Organização Mundial da Propriedade Intelectual e eu não tenho dúvidas de que será um grande momento porque nós temos que tirar todas as vantagens do que é a propriedade intelectual, nomeadamente dos direitos do autor e do que pode impulsionar o desenvolvimento das indústrias criativas aqui em Cabo Verde”, afirmou.

Para o   primeiro-ministro, o CNAD é um grande “tributo ao espírito vanguardista e urbano” da cidade do Mindelo, um “novo farol” para as artes e para os criadores cabo-verdianos e espelha a ambição do País para estar a participar “nos grandes diálogos internacionais, de vanguarda, da inovação, da investigação colaborativa” e no desenvolvimento integrado do sector das indústrias criativas.

“O valor cultural, arquitetónico e económico que o CNAD representa vai aumentar seguramente a notoriedade internacional do Mindelo. Contribui significativamente para impulsionar Cabo Verde e São Vicente como uma plataforma cultural e de inovação e de referência com a valorização das indústrias criativas”, declarou o chefe do Governo, para atração de eventos nacionais e internacionais, continuou, que, por sua vez, dinamizam a economia da ilha.

Conforme o chefe do Governo, o novo Centro Nacional de Artesanato e Design ainda faz parte de um processo que visa a certificação do artesanato nacional, formalizar a atividade do artesão e institucionalizar o estatuto do artista cabo-verdiano.

Conforme Ulisses Correia e Silva, o financiamento do centro foi assegurado a 100 por cento (%) pelo Fundo do Turismo e é uma “contribuição” para fazer “o casamento” entre a cultura e o turismo, que “cria mais valor” entre os dous sectores.

Por sua vez, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse que a intenção do Governo é que o CNAD seja um “farol das indústrias criativas” não só no País, mas também na sub-região africana.

“É   uma extraordinária construção e a consolidação do nosso percurso como povo, no campo da cultura, uma homenagem aos fundadores do Centro Nacional de Artesanato (CNA), aos músicos, criadores, artesão e designers do presente e futuro”, defendeu o governante, para quem, apesar da inauguração, só agora é que começa o trabalho.

“Só agora começa o trabalho de colocar CNAD em todas as revistas internacionais do sector, na programação dos grandes centros culturais, fazer uma programação de qualidade no Mindelo, continuar a valorizar as gerações anteriores, ensinar a arte e a cultura para o futuro e consolidar a independência de programação do CNAD”, prognosticou Abraão Vicente assegurando que o CNAD goza de “absoluta autonomia criativa e de programação”.

As obras de reabilitação e ampliação do CNAD arrancaram em Fevereiro de 2019, inicialmente com um prazo de execução de 12 meses.

Financiadas pelo Governo, o projeto inicial estava estimado em cerca de 58 mil contos.
No entanto, segundo o ministro da Cultura Abraão Vicente, “o investimento ronda neste momento mais 100 mil contos, apenas em infraestruturas, e para a implementação do projeto CNAD serão precisos mais 40 mil contos”.

Com a obra e novas funcionalidades, o edifício antigo do CNAD passará a ser o espaço museológico Manuel Figueira, albergará um café e uma loja de artesanato, um pátio multiuso, galerias e um centro de investigação.

Inforpress

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