“Quando falamos de arte devemos ter alguma cautela para não cair na censura”, diz edil sobre repertório do Gamboa 2024

Francisco Carvalho respondeu assim a algumas críticas sobre a presença de alguns nomes no cartaz da 30.ª edição do Festival da Gamboa.

Durante o encerramento do 30.º Festival da Gamboa, que aconteceu neste domingo, 19 de maio, dia do município da Praia, o edil, Francisco Carvalho, manifestou a satisfação da Câmara em promover um festival que respondesse à vontade de todos.

O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, declarou que o festival deste ano é o resultado da conjugação de vontades que corresponderam às necessidades da edilidade em “reforçar um conjunto de laços e relações”.

“Tudo isso foi o cruzamento da vontade das pessoas que pediram que gostariam de ter determinados artistas connosco, o cruzamento com a vontade dos artistas que queriam estar neste palco e também esta necessidade que nós temos de criar oportunidades para os artistas e para a manifestação dessa riqueza cultural imensa que temos”, afirmou o edil praiense.

“Quando falamos de arte nós devemos ter alguma cautela para não cair na censura”, reagiu assim o presidente da CMP quando questionado sobre as responsabilidades da edilidade nos critérios de seleção dos artistas que atuam no festival da Gamboa, bem como na linguagem e conteúdo das músicas que renderam algumas chamadas de atenção em relação à proposta e ao formato do festival.

“Precisamente nós enquanto instituições do Estado, temos essa responsabilidade porque acho que podemos cair numa situação de alguma caricatura se de repente decidirmos avaliar previamente cada composição de cada artista e só depois decidir quem atua e quem não atua”, explicou.

“Em democracia temos de juntos construir mais liberdade e mais criatividade com alguma cautela”, concluiu Francisco Carvalho.

Bilhetes mais baratos

Sobre o preço dos bilhetes diários de 200 escudos, conciliado ao orçamento que eventos do porte exigem, o mesmo garantiu que é possível fazer tal ajuste dado que o principal foco desta edição foi de possibilitar a participação de todos.

“Se o foco fosse o lucro, aí tínhamos que pensar em outros valores, mas como o foco foi criar condições e abertura para que todos possam participar, os preços tiveram de ter esta dimensão de facilidade para a participação de todos”, justificou.

O Festival da Gamboa decorreu durante três dias na capital do país e levou uma multidão ao areal. O evento contou com um leque de mais de 30 artistas no cartaz e registou alguns atrasos o que levou com que alguns shows fossem encurtados e outros três acabaram por não acontecer por falta de tempo.

Nélida Vaz

Nélida Vaz

Jornalista e editora de conteúdos do Balai Cabo Verde.

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