“Quando vimos que houve uma certa abertura, criámos uma expectativa”, diz líder do hexacampeão do Carnaval da Praia

José Gomes salienta que o Vindos d’África tem um certo sentido de responsabilidade e, consequentemente, aceitou que não fosse possível realizar o desfile em 2022, apesar das expectativas dos foliões.

Apesar do grupo Vindos d’África ter iniciado os preparativos, com a elaboração de alguns acessórios para o Carnaval de 2022, e de ter tido alguma expectativa quanto ao desfile, o líder do hexacampeão do Carnaval da Praia explica que o grupo tem um certo sentido de responsabilidade e, consequentemente, aceitou que não haveria desfile este ano.

Contudo, para José Gomes ‘Breu’ existe alguma falta de coerência na decisão adotada pelas entidades oficiais já que em períodos onde a incidência da covid-19 era superior à atual e em que havia menos pessoas vacinadas, foi permitido fazer aglomerações, referindo-se às últimas campanhas eleitorais, por exemplo.

“Quando vimos que houve uma certa abertura desde a campanha das autárquicas, legislativas, etc. com a aglomeração de pessoas, criamos uma expectativa. (…) até fica mal, no sentido de não haver coerência nas decisões e medidas tomadas para o Carnaval, mas isto é algo que nos ultrapassa”, explica.

No próximo dia 7, segunda-feira, os grupos de Carnaval da capital vão reunir-se com o ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, onde, segundo José Gomes, vão ser apresentadas algumas ideias por parte dos coletivos. “Temos algumas propostas para o empoderamento dos grupos, como o investimento em instrumentos de percussão, etc.”.

No que diz respeito à Liga do Carnaval da Praia, que engloba sete grupos da capital, José Gomes explica que a mesma esteve parada, mas que já foram retomadas as atividades e reuniões com as entidades ligadas ao Carnaval.

A mesma fonte adianta que desconhece ainda o montante de apoio institucional destinado aos grupos da capital que ainda não foi disponibilizado, sendo que Breu explica que os montantes dos anos anteriores à pandemia ficaram muito aquém das expectativas dos grupos na cidade da Praia. “Deveria existir uma política melhor em relação aos grupos da cidade da Praia”.

Para este dirigente, em 2021 houve uma ausência de comunicação quanto aos apoios, encontros com entidades, etc.

O líder do grupo que é hexacampeão do Carnaval praiense explica que o Vindos d’África por ser uma associação tem um fundo destinado para a ação social e que é com esse fundo que tem apoiado os mais necessitados do Bairro Craveiro Lopes.

Para 2023 as expectativas estão em alta, confessa José Gomes. “Na vida tudo são momentos e este é um momento mau que vai passar”. Por isso, o dirigente explica que o grupo está a trabalhar para que no próximo ano regressem à Avenida Cidade Lisboa em grande. “Estamos a trabalhar para isso”, diz e deixa o apelo às entidades, nomeadamente a Câmara Municipal da Praia e o ministério da Cultura, de se envolverem mais para melhorar o Carnaval da cidade da Praia.

Segundo José Gomes, o grupo que lidera está engajado e promove atividades culturais de forma a manter os integrantes envolvidos para a próxima edição do Carnaval, até porque a expectativa é que esta manifestação cultural “dê o salto” na cidade da Praia. “Nós não parámos”.

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