Réplica centenária da Torre de Belém em São Vicente reabre após reabilitação

A emblemática e centenária réplica da Torre de Belém na ilha de São Vicente vai reabrir ao público na segunda-feira, enquanto Museu do Mar, após obras de reabilitação, foi hoje anunciado.

De acordo com informação do Ministério das Indústrias Criativas, as obras, que decorriam desde setembro, visaram “reparar as anomalias patológicas do edifício e aumentar a vida útil do edifício”, no centro da cidade do Mindelo, de “grande valor histórico”, garantindo “a sua funcionalidade e modernização e preservando o seu valor histórico, cultural e arquitetónico”.

A reabertura do edifício e da primeira fase do Museu do Mar, ali instalado, vai acontecer na tarde de segunda-feira, com a inauguração da exposição temporária “Cabo Verde nas Rotas do Atlântico: Um olhar através da Arqueologia”, no âmbito da passagem pelo Mindelo, de 20 a 25 de janeiro, da etapa da Ocean Race, a maior e mais antiga regata do mundo.

Em causa estão obras no valor de 8,5 milhões de escudos (77 mil euros) no âmbito de um protocolo tripartido entre o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural, o Ministério do Mar, pelo Fundo Autónomo das Pescas, Direção Nacional das Pescas e Aquacultura, e o projeto de arqueologia subaquática da região da Macaronésia “Margullar”.

A Torre de Belém do Mindelo foi construída no período de 1918 a 1921, para ser uma réplica da fortificação original, edificada entre 1514 e 1519 em Lisboa, seguindo-se em 1937 a construção de um anexo e de um pátio, que serviu de moradia dos capitães-mor da capitania, secção de Justiça e departamento responsável pelas investigações relativas a crimes de litígios e âmbito marítimo no período colonial.

Na década de 60 foi edificado um anexo que funcionou como Arquivo dos Serviços Provinciais da Marinha, enquanto a cave acolhia um antigo cárcere. Em meados dos anos 80, já após a independência de Cabo Verde, foi instalada no edifício a empresa pesqueira que se encarregava de apoiar a pesca artesanal e atuava na comercialização de pescado e fornecimento de artes e apetrechos de pesca, extinta seis anos depois.

Desde 2015 que o edifício recebe o Museu do Mar de Cabo Verde.

Está prevista para o edifício uma segunda fase de trabalhos, a realizar este ano, com a musealização e introdução de elementos de interpretação no interior.

Localizado entre o Mercado de Peixe e a Praia dos Botes, em plena Avenida Marginal e defronte para o Porto Grande e para o Monte Cara, o monumento centenário tinha recebido a anterior intervenção em 2010.

 

Lusa

 

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