Sal: ACACV quer levar realidade cabo-verdiana para dentro dos hotéis através de filmes

A Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde quer levar a cultura e a realidade cabo-verdiana para dentro dos hotéis, através da exibição de filmes produzidos por fazedores de cinema e do audiovisual do Sal e não só.

Esta ideia, segundo o presidente da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV), Júlio Silvão Tavares, que se encontra no Sal para tomar pulso da realidade do cinema e audiovisual na ilha, será ventilada durante o encontro previsto com o presidente do Instituto do Turismo de Cabo Verde, Humberto Lélis.

Explicou que durante este encontro, vão discutir as actividades cinematográficas e do audiovisual focado para o turismo, tendo em conta a dinâmica turística na ilha.

Compreendendo que uma boa percentagem dos turistas em Cabo Verde não sai do hotel, regressando para os seus países sem conhecer a cultura, a realidade cabo-verdiana, Júlio Silvão disse que é preciso fazer alguma coisa nesse sentido.

“Então, se não saem do hotel para conhecer outras realidades do País, nós devemos ir ao seu encontro no hotel para apresentar a nossa realidade de uma forma geral, através da exibição de filmes da nossa terra. E é uma forma de promoção do País e dos diferentes concelhos, vilas e cidades”, concretizou.  

Por outro lado, prognosticando que o País, “muito brevemente” pode vir a ser “invadido” para a feitura de filmes de projecção internacional, o responsável acautela que há que estar preparado para potencializar as diferentes actividades, particularmente, no respeitante à representação, de modo a poder ser utilizada a mão-de-obra cabo-verdiana existente.

“Por isso queremos potencializar os actores do teatro, voltado ao cinema, no quadro das actividades do Festival do Teatro no Sal, também ver as dificuldades por que passam os fazedores de cinema e audiovisual local”, explicou.

Ainda, como forma de sensibilização para mais e melhores produções, e mediante uma “programação real” das actividades, Júlio Silvão Tavares defende que quando houver um filme produzido por alunos ou professores, se criar a possibilidade de visibilidade desses mesmos filmes.

“Visibilidade desses filmes tanto a nível local, regional, nacional e internacional. É isso que estamos a socializar, para sensibilizar os responsáveis locais do ensino, a abraçarem as nossas ideias nesse sentido para o desenvolvimento desta área na ilha”, concluiu.

Inforpress

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