Sal: Filhos de Sabino Évora lançam “Liginha meu Anjo” obra do autor falecido há oito anos

Os filhos de Sabino Évora, autor do livro intitulado “Liginha meu Anjo”, falecido há oito anos, apresentaram a obra quinta-feira, 23, um legado “precioso” deixado à família, comunidade cristã e à literatura cabo-verdiana.

A apresentação do livro “Liginha meu Anjo”, obra dedicada à filha primogénita, Lígia Évora, que em 1999 proporcionara ao pai Sabino Évora uma viagem a Israel, país de sonho do autor, foi considerado um momento “ímpar, especial”, cujo legado é tido como “uma herança preciosa”.

O Salão Nobre dos Paços do Concelho estava cheio de salenses para testemunhar o lançamento dta obra, escrita, segundo notas do livro, com “lágrimas, risos e gargalhadas” do autor, durante “longas madrugadas salenses”.

Se o senhor Sabino estivesse vivo completaria nesse dia, 23 de Setembro, 93 anos.

Depois de um momento musical proporcionado pela dupla de filhos, Moisés Évora, ao teclado, e Djila Évora, no acordeão, chega o momento de Benamir Évora, o filho mais novo, fazer a apresentação da obra, mas também das coincidências e curiosidades, espicaçando nas pessoas, nos leitores, a vontade de descobrir muito mais sobre esta narrativa de Sabino Évora, que se soma a outras como “Lombianinho”, “Fernandinho” , “Djalunguinha”, e “Eu sou cabo-verdiano”.

Uma das coincidências é que Sabino Évora viajou para Israel no dia 10 de Julho de 1999, tendo também falecido a 10 de Julho, só que no ano de 2013.

O autor de “Liginha meu Anjo”, já falecido, esteve representado pela família liderada pela viúva, Rosinha, filhos, noras, netos e bisnetos.

Benamir destacou o facto de o pai ter adoptado um ciclo de vida diferente, isto é, “nascer, crescer, reproduzir, conhecer Israel e depois morrer”.

“Esta narrativa é uma odisseia. Sabino Évora não era dado a viagens. Israel foi o seu primeiro trajecto internacional. Este livro conta histórias fantásticas, passados pelos pontos históricos de Israel, acoplados a referências bíblicas”, explicou.

“Lendo o livro, fica-se a sensação de que Sabino Évora já tinha lá estado de alguma forma”, comentou Benamir, referindo que a obra reflecte um Sabino fascinado por ter realizado um sonho.

Para Lígia Évora, a quem a obra é dedicada, “vale a pena ler o livro” de 143 páginas, porque mais do que um diário ou narrativa de viagem é “uma história de amor e ternura”.

Em Israel, pai e filha, isto é, Sabino e Lígia, visitaram todos os lugares por onde Jesus passou, desde o mar da Galileia, Jerusalém, aquela cidade celestial, o Jordão onde Jesus baptizou, Cafarnaum, Telavive, o Cenáculo, o Palácio de David, entre outros lugares marcantes, que para Lígia Évora foi um reviver uma história passada na terra de Jesus.

“Sinto-me privilegiada por ter tido o pai que eu tive. Nós vivemos intensamente essa experiência, esta viagem a Israel, uma viagem de sonho dele. Este livro é uma herança, uma dádiva preciosa… um testemunho”, enfatizou, acrescentando que “Liginha meu Anjo” é um livro pedagógico, de inspiração e com muita informação.

Há ainda mais dois livros do autor a serem publicados, edição póstuma, um deles intitulado “Meu pai o dono do mundo e dos Céus” e um outro que fala sobre a ilha da Boa Vista, o “Alvoninho”.

 

Inforpress

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