Tambores de Noé Cruz “muito conhecidos” nos EUA e no Luxemburgo

Os tambores de São João produzidos pelo artesão porto-novense Noé Cruz já chegaram aos Estados Unidos da América e ao Luxemburgo, mas também são “muito conhecidos” em Santo Antão, São Vicente, Sal e na Boa Vista.

“Sim, os meus tambores são muito conhecidos. Tenho recebido pedidos de várias ilhas, como São Vicente, Sal e Boa Vista, além de Santo Antão, mas já são também muito conhecidos nos Estados Unidos da América e no Luxemburgo”, explicou à Inforpress este artesão e mestre em reparação e confecção de tambores de São João.

Noé Cruz, natural da Ribeira das Patas, interior do município do Porto Novo, começou a fabricar tambores em 2013 e, em quase uma década desta actividade, terá fabricado perto de 400 tambores, embora tenha perdido as contas em relação à quantidade deste instrumento típico das festas de romaria que já construiu.

“São muitos tambores produzidos desde 2013, quando comecei esta actividade. Perdi as contas, mas só nesses quatro meses deste ano já fiz 20 tambores”, notou este artesão, que espera, por ocasião das festas de São João, em Junho, poder vender “muitos tambores”.

Nos últimos dias, Noé Cruz, 57 anos, expos os seus tambores no Laboratório Experimental do Artesanato e Design do Porto Novo.

Porto Novo é conhecido por dispor de exímios construtores de tambores de São João, de entre os quais se destaca também o artesão Sebastião Monteiro que, em quase 40 anos desta profissão, terá já confeccionado mais de um milhar de tambores.

Betxinha, como é conhecido, foi galardoado, recentemente, pelo Governo com medalha de mérito cultural e tem estado a ministrar formações neste domínio, no âmbito do programa de salvaguarda das festas de São João, património cultural imaterial nacional desde 2017.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest