Tony Fika: “A minha ambição é deixar o meu marco na cultura cabo-verdiana”

O artista encontra-se em Cabo Verde para terminar o ciclo de comemorações dos 15 anos de carreira. Em entrevista ao Balai, Tony Fika revela que o seu percurso na música nunca foi um ‘mar de rosas’ e por várias vezes chegou a pensar em desistir. “O meu penúltimo álbum “Obrigado” foi uma forma de agradecer e despedir-me dos meus fãs”.

Depois de passar pelos Estados Unidos, França e Portugal, Tony Fika está de regresso às origens para concluir o ciclo de comemorações dos 15 anos de carreira. Em forma de balanço, o músico diz que o seu percurso na música foi de “muito aprendizado, trabalho, sacrifício, alegria e felicidade”. “Esses 15 anos não foram um ‘mar de rosas’. No começo foi muito difícil.”

O artista que reside em Portugal há mais de uma década revela que já pensou em desistir da carreira, por várias vezes, por causa de inúmeras dificuldades.

“Se calhar a minha força de vontade é que nunca me deixou desistir. O meu penúltimo álbum “Obrigado” foi uma forma de agradecer e despedir-me dos meus fãs. Estava numa fase da minha vida onde tive que colocar na balança a família e a música. A minha família precisava estar mais estável e nessa altura a música não estava a permitir proporcionar isso. Decidi gravar o álbum ‘Obrigado’ para me despedir, acabou por me dar um pouco de gás, e através da música consegui dar estabilidade à minha família.”

No início da pandemia, com o setor da cultura parado, o músico natural de Calheta de São Miguel, no interior da ilha de Santiago, procurou trabalho na construção civil, mas diz que sempre priorizou a música. “Nesse momento estou focado na música. Não consigo conciliar música com a construção civil.”

Atuar em Cabo Verde tem um sabor especial

Tony Fika tem três espetáculos agendados para o mês de dezembro na ilha de Santiago e Sal e diz que comemorar 15 anos em “casa” tem um sabor especial. “Tem um significado enorme. Canto em crioulo, logo sempre faço questão de apresentar os meus trabalhos na minha terra”.

O primeiro show acontece no próximo sábado, 03, no Espaço L, na cidade da Praia, e os bilhetes custam 800$00 (promo), 1000 (1º lote) e 1200 (2º lote). Tony Fika vai partilhar o palco com os artistas Gama, Garry e Titiu di Belo.

No dia 10, o artista vai atuar no espaço Tchida Arena, na ilha do Sal. Grace Évora, Leo Pereira, Gama, SOS Mucci e NGS são os artistas convidados. Os bilhetes custam 700 (promo), 1000 (1º lote) e 1200 (2º lote).

O ciclo de comemoração dos 15 anos de carreira de Tony Fika termina no dia 17 de dezembro com um espetáculo em Assomada com a participação especial de Leo Pereira, Trakinuz, Gama e Buguin Martins. Os bilhetes custam 800$00 (Promo), 1000 (1º lote) e 1200 (2º lote).

Depois o artista regressa a Lisboa para passar o Natal e o Réveillon com a família. Em 2023, Tony Fika pretende lançar alguns singles no mercado, bem como trabalhar no próximo álbum que quer lançar em 2024.

Apesar de acreditar que atualmente haja mais apreciadores das suas músicas, o artista ambiciona ganhar mais experiência nessa área e fazer com que as pessoas acreditem mais no seu trabalho. “A minha ambição é deixar o meu marco na cultura cabo-verdiana e quero continuar a trabalhar na música”, conclui.

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