Vem aí a Cena. III edição da mostra africana de filmes dirigidos por mulheres acontece em maio

Em 2023, a iniciativa vai homenagear a falecida combatente da Liberdade da Pátria, investigadora e atriz Elisa Andrade.

Depois de uma edição em formato online devido à pandemia da covid-19, a III edição da Cena, mostra africana de filmes dirigidos por mulheres, acontece na cidade Praia de 11 a 13 de maio em formato presencial. A informação é avançada pela organização em comunicado.

“Faz uma cena. Faz o filme todo. Atreve-te” – é com este lema provocador que acontece mais uma edição da mostra de cinema Cena que vai homenagear a falecida combatente da Liberdade da Pátria, investigadora e atriz Elisa Andrade.

Segundo nota de imprensa, a edição deste ano é “produzida em colaboração com a Mostra de Cinemas Africanos (…) que é o único festival no Brasil total e exclusivamente dedicado aos cinemas africanos contemporâneos, com vários filmes da sua curadoria a serem inéditos no país”.

Na sequência desta parceria, a mostra de cinema vai ter “na sua programação uma curadoria especial, com filmes de vários países africanos cuja trajetória a Mostra de Cinemas Africanos acompanha nos mais importantes festivais de cinema do mundo, como Cannes, Berlinale, Toronto, Veneza, Rotterdam e Fespaco”.

A mostra de cinema Cena surgiu pela mão da jornalista e escritora cabo-verdiana Chissana Magalhães em 2020 e tem como “propósito de destacar as mulheres no cinema cabo-verdiano e incentivar mais mulheres a enveredarem pela área”.

Diamante Africano

Tida como a primeira atriz cabo-verdiana, Elisa Andrade faleceu em 2021. Na década de 1970, participou nos filmes “Monangambé” (1971) e “Sambizanga” (1972), da cineasta Sara Maldoror, também ela já falecida (2020). Ambos os filmes foram inspirados nos escritos de Luandino Vieira.

Segundo nota de imprensa, a atuação de Elisa Andrade em curta metragem “Monangambé” deixara tão boa impressão quanto a sua beleza, tendo sido batizada “Diamante Africano”.

Além de licenciada em Economia e em História, Elisa Andrade era investigadora com vários trabalhos publicados nesse sector, era, ainda, autora do livro “As ilhas de Cabo Verde: da Descoberta à Independência Nacional (1460-1975), avança a Inforpress.

Elisa Silva Andrade integrou o grupo de estudantes de Angola, Moçambique e Cabo Verde que, em 1961, protagonizou a grande evasão de jovens quadros africanos de Portugal para França a fim de integrarem as fileiras dos movimentos nacionalistas.

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