Vera Duarte “honrada e muito satisfeita” com o Prémio Literário Guerra Junqueiro

A escritora e poeta Vera Duarte, distinguida na 5ª Edição de Freixo Festival Internacional de Literatura 2021 (FFIL), com o Prémio Literário Guerra Junqueiro, em Portugal, manifestou-se “honrada e muito satisfeita” com o galardão.

“É muito gratificante a gente ver a nossa escrita ser reconhecida além-fronteiras. E quando ela é distinguida com um prémio, quer dizer que os olhares se debruçaram sobre ela e resolveram dar esta distinção”, disse à Inforpress, dedicando o prémio a todas as mulheres que estão na escrita.

Vera Duarte, que está na escrita “de alma e coração”, conforme afirmou, disse sentir-se contente por a sua escrita ter sido reconhecida, e informou que a cerimónia de entrega do prémio vai acontecer no mês de Outubro, em Cabo Verde.

Antes disso, Vera Duarte vai participar em Portugal, no mês de Julho, no Festival Literário que tem por base a vida e obra do poeta Guerra Junqueiro (1850-1923).

O Prémio Literário “Guerra Junqueiro” é atribuído desde 2017, no âmbito do FIL – Festival Internacional de Literatura -, realizado em Freixo de Espada à Cinta, terra-natal do escritor Guerra Junqueiro.

Em 2017, o prémio foi conferido ao poeta Manuel Alegre, em 2018, ao poeta Nuno Júdice, em 2019, a José Jorge Letria e em 2020, a Ana Luísa Amaral.

Em 2020 o prémio foi alargado aos restantes países da Lusofonia, tendo sido o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, agraciado com este prémio.

Em 2021, para além de Vera Duarte, foram agraciados com o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia Albertino Bragança, de São Tomé e Príncipe; Abraão Bezerra Batista, Brasil; Guiné-Bissau, Abdulai Sila; Luís Carlos Patraquim, Moçambique; Agustín Nze Nfumu, da Guiné Equatorial; João Tala, Angola e Xanana Gusmão por Timor-Leste.

Vera Duarte estreou-se com a obra poética Amanhã Amadrugada (poesia, 1993), a que se seguiram O Arquipélago da Paixão (poesia, 2001, Prix Tchicaya U Tam’si de poésie africaine), A Candidata (ficção, 2004, prémio Sonangol de Literatura), Preces e Súplicas ou os Cânticos da Desesperança (poesia, 2005), Construindo a Utopia (ensaio, 2007), A Palavra e os Dias (crónicas, 2013) e A Matriarca – Uma Estória de Mestiçagens (romance, 2017).



Inforpress/Fim

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