Estudante de jornalismo da Uni-CV aposta no crochê e sonha ser estilista conceituada

A jovem estudante de jornalismo na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Evy Ramos, sonha em ser uma conceituada estilista e contou à Inforpress que começou a dar os primeiros passos no crochê, mas que pretende ir ainda mais longe.

Evy Ramos, que reside no bairro de São Pedro, na cidade da Praia, diz que sempre fazia crochê, mas que durante o período de quarentena imposto por causa da pandemia em 2020, em que não tinha aulas nem outra coisa para fazer, começou a praticar com mais afinco.

“Quando tinha oito anos, uma vizinha ensinou-me a fazer apenas o cordão, o básico, mas como sou curiosa procurei tutoriais no Youtube até aprender. Pressionei a minha mãe até que ela comprou-me linha e agulha”, contou e diz que sonha em ser uma grande estilista conhecida em “vários pontos”.

Segundo diz, com o passar do tempo, o que era apenas um passatempo tornou-se num negócio e com um “número considerável” de clientes, tanto é que resolveu apelidar o seu ateliê improvisado em casa de LinhArts e, inclusive, criar uma página com o mesmo nome nas redes sociais para divulgar o seu trabalho.

Conforme explicou, esta estudante do 3º ano do curso de jornalismo da Uni-CV usa linhas e agulhas para fazer biquínis, produto que lhe faz ter um maior número de clientes, mas também sapatos, vestidos, saída de praia, rendas decorativas, entre outros.

“A inspiração vem de acordo com o que está na moda. Quanto aos biquínis, as minhas clientes enviam exemplos de peças que não são de crochet para que eu me inspire e faça semelhante, mas também procuro exemplos em sites como Pinterest, Google e em muitos outros lugares”, contou a jovem artista, completando que neste momento compra as suas matérias-primas aqui em Cabo Verde, mas que gostaria muito de poder importar do Brasil, onde os materiais têm melhor qualidade.

Evy Ramos disse ainda que usa o seu próprio dinheiro para comprar matéria-prima para fazer pequenas encomendas, mas que quando há muitos pedidos sua mãe lhe empresta uma parte do dinheiro.

“Vendo os meus produtos a um preço acessível, visto que a minha clientela é maioritariamente estudante. O preço mínimo é de mil escudos. A saída depende da época do ano, no verão há muita saída. As clientes são na sua maioria modelos da ilha de Santiago, tenho tido várias encomendas para diferentes pontos da ilha”, revelou, acrescentando que demora uma semana para entregar um pedido e que por mês chega a concluir cerca de cinco pedidos.

Inforpress

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