“Foi surreal”, diz cabo-verdiana que ficou em segundo lugar em concurso de beleza negra no Brasil

Esta foi a estreia da praiense Vera Carlice dos Reis, 24 anos, em concursos de beleza no Brasil, país onde está a estudar Engenharia Mecânica.

A estudante cabo-verdiana Vera Carlice dos Reis conquistou o segundo lugar no concurso Miss Pará Beleza Negra, considerado o maior evento de beleza jovem do Norte do Brasil. O evento aconteceu no passado dia 08 deste mês e contou com a participação de seis candidatas representando 6 municípios.


“Recentemente, comecei a dar os primeiros passos como modelo, tendo participado no concurso Miss Pará Beleza Negra onde fiquei em segundo lugar. (…) Uma das minhas maiores motivações para participar em especial desse concurso foi o fato de ser direcionado às mulheres negras e nisso vi a oportunidade de chegar mais perto das mulheres negras da sociedade paraense. (…) Eu, por estar dentro do ramo acadêmico, queria chegar às mulheres negras e falar que podemos ser aquilo que bem queremos ser: Miss, engenheiras, cientistas, … mil e uma coisas”, diz em entrevista ao Balai Cabo Verde.


No concurso a cabo-verdiana representou Marituba, cidade que a acolheu quando chegou no Pará em abril de 2017 antes de ir estudar para Belém.


“Após ficar confinada devido à pandemia da covid-19, tinha a certeza que não iria chegar ao pódio porque eram muitas as emoções e claro que o medo e a ansiedade eram bem reais e presentes em todos os momentos. O meu nome ao ser pronunciado para o segundo lugar fez-me renascer e lembrou-me que eu tenho capacidade para muito mais basta ter um pouco mais de dedicação e confiança. Ficar em segundo lugar num concurso onde estava praticamente sozinha e longe de casa foi algo surreal. (…) Sou grata às pessoas que acreditaram em mim e me ajudaram a chegar nesses lugar”, salienta.

Natural de Ponta d’Água, cidade da Praia, Vera Carlice dos Reis tem 24 anos e é estudante do último ano do curso de Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Pará (UFPA).


“Sou uma jovem que busca sempre levar o nome de Cabo Verde aos países onde vou. Sou muito ativa a nível de projetos de incentivo a nível acadêmico. Também sou cantora de músicas tradicionais cabo-verdianas. (…) Desde que cheguei ao Brasil tenho participado de vários projetos que visam incentivar as mulheres a ingressar nos cursos de ciências exatas. Participo também da Associação dos Estudantes Estrangeiros da UFPA – AEE UFPA, que é o lugar onde busco mostrar Cabo Verde e a sua cultura, principalmente através da música”, diz a jovem que tem colocado na balança a possibilidade de voltar ao país para trabalhar na sua área de formação.

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