Jovem portonovense almeja conquistar mercado internacional com a arte da costura

Natural de Santo Antão, o costureiro Fábio Delgado, que se mudou recentemente para a cidade do Mindelo, ambiciona abrir o seu próprio ateliê de costura e conquistar o mercado internacional com a sua arte.

Em entrevista ao Balai, Fábio Delgado mais conhecido por Faby, 21 anos, conta que a paixão pelo corte e costura vem desde criança e que se inspirou na mãe que era costureira de profissão.

“Desde pequeno via a minha mãe a costurar e ficava a observá-la, aos poucos fui-me encantando por esta arte e comecei a explorar a máquina manual. Aos seis anos, fiz a minha primeira peça, aproveitei umas calças que já não usava e transformei-as em uns calcões, desde então nunca mais parei”, recorda.

Ainda adolescente, decidiu tornar esta arte como a sua profissão quando tinha 14 anos. “Transformei a sala da minha residência em Porto Novo em um ateliê. Comecei a costurar roupas e bolsas, mas hoje faço de tudo um pouco, desde vestidos de noiva, uniformes, roupas de carnaval, capas para cadeiras, almofadas, forros de sofá, etc.”, diz o costureiro.

Em 2017, Faby conta que fez uma formação de corte e costura, que lhe possibilitou conquistar ainda mais os portonovenses com a sua arte e espera fazer o mesmo com os clientes de Mindelo.

“Graças à formação adquiri mais conhecimento nesta área. Hoje os meus trabalhos têm mais qualidade. Para criar as minhas peças costumo basear-me em tendências, alguns clientes trazem os seus modelos, mas também faço sugestões e busco sempre dar um toque pessoal nas minhas criações”, realça.

Costuma trabalhar com tecido como bambu, sarja, cetim, seda, malha, sablé, cambraia, casca de ovo, entre outros e diz que esses materiais são comprados no mercado nacional.

Até agora diz que o feedback do público tem sido positivo. “Os meus clientes têm demonstrado estar satisfeitos com as minhas produções, recomendam os meus serviços e com isso tenho recebido várias encomendas”.

À semelhança de outras áreas, Faby conta que com a pandemia da covid-19 teve uma menor demanda.

“Com o início da pandemia a procura diminuiu consideravelmente, as pessoas já não saíam de casa, não houve eventos para poderem encomendar os seus modelos. Mas, graças a Deus, tudo já começou a normalizar-se”, aliás, atualmente considera a sua maior dificuldade encontrar alguém para trabalhar com ele, pois devido à sobrecarga de encomendas não tem conseguido dar resposta a todos.

O mesmo diz que consegue ter uma vida financeira estável com o rendimento que obtém com a venda dos seus produtos e que o seu maior sonho é abrir o seu próprio ateliê de costura e conquistar o mercado internacional.

Rosiane Sales/Estagiária

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