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Trabalhou durante 22 anos numa óptica, mas sempre esteve ligada à uma máquina de costura. De dia dedicava-se ao trabalho e à noite, enquanto os filhos dormiam, ao hobby. Hoje, aos 38 anos, Osvaldina Moreira entendeu que a sua verdadeira vocação é a costura e, recentemente, abdicou do seu trabalho na óptica para se dedicar exclusivamente à costura.
Nasceu na ilha de Santiago, no seio de uma família numerosa e aos 9 anos emigrou para o Luxemburgo para viver com o pai. Apaixonada pela moda, a santiaguense começou a dar os primeiros passos na costura aos 11 anos.
“Mais tarde comprei uma máquina de costura. Comecei a fazer roupas para o uso próprio e para os meus familiares e amigos”, conta e diz que tem uma formação na área de corte e costura e atualmente está a fazer uma formação online numa escola de moda de Paris.
Apesar de afirmar que a costura é a sua vida, Osvaldina Moreira trabalhou durante 22 anos numa óptica, mas nunca deixou de lado a sua máquina de costura. “Estudei optometria porque, naquele momento, era uma área que me impressionava imenso”.
O primeiro desfile de moda da Morena Couture, nome que deu à sua marca, aconteceu em março de 2015 a convite da associação Amizade Cabo-verdiana no Luxemburgo. Depois passou a marcar presença em eventos da comunidade cabo-verdiana no norte do país e na Holanda.
As suas criações são artísticas e voltadas para as passarelas. “Faço peças criativas que servem mais para desfiles e exposições. Tenho dois vestidos que demoraram cerca de quatro meses a ficarem prontos e gastei mais de mil metros de tule. Busco inspiração nas redes sociais, na natureza, na arte, nos objetos, nas cores africanas, (…)” diz e explica que vestuário para o dia-a-dia só faz por encomenda.
O preço das peças varia de acordo com o design e o tipo de encomenda. “Um simples top pode custar 50 euros (cerca de 5 mil escudos) e vestidos de festas a partir dos 250 euros (27 mil escudos) ”.
As criações da Osvaldina estão disponíveis numa página do Instagram e no web site.
Questionada sobre como tem sido o impacto da covid-19 na sua área de trabalho, a estilista diz que tem aproveitado o tempo para aprender novas técnicas, para estudar e trabalhar em novas ideias criativas.
No que se refere aos planos para o futuro, Osvaldina diz que em março vai focar-se apenas na costura.
“A costura sempre foi um hobby, mas agora vou começar a trabalhar num atelier dedicado ao ensino e a projetos nessa área. Após a pandemia, pretendo fazer uma coleção intitulada “Ready to Wear” com peças únicas e preços variados”, diz a estilista que um dia ambiciona apresentar as suas criações em Cabo Verde.





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