ERIS manda retirar do mercado cosméticos com substância butylphenyl methylpropional

A Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) informou ontem, dia 10, que está proibida a utilização da substância butylphenyl methylpropional em produtos cosméticos por terem sido classificada como substância cancerígena mutagénica ou tóxica para a reprodução (CMR).

Também conhecido como Lilial, o Butylphenyl Methylpropional é um ingrediente usado há vários anos em diversos produtos cosméticos e não só. Em virtude das alterações introduzidas ao Regulamento CLP (regulamento da União Europeia relativo à Classificação, Rotulagem e Embalagem de substâncias) em 2020, o uso de Butylphenyl Methylpropional foi proibido em produtos cosméticos a partir de 1 de março de 2022.

De acordo com uma nota informativa da ERIS a que a Inforpress teve acesso, este comunicado vem na sequência das recentes alterações ao Regulamento (CE) nº 1223/2009, de 30 de Novembro, que serve de referência à legislação nacional e que consequentemente proibe a utilização em produtos cosméticos da substância 2-(4-tert-butylbenzyl) propionaldehyde (butylphenyl methylpropional), entre outras, por terem sido classificadas como substâncias cancerígenas mutagénicas ou tóxicas para a reprodução (CMR), lê-se no documento.

Por isso, a ERIS avisa que é proibida a utilização em produtos cosméticos, da substância butylphenyl methylpropional.

A mesma fonte lembra, igualmente, que a presente medida está vigente desde 01 de Março de 2022, data a partir da qual deixou de ser permitida a comercialização ou disponibilização ao consumidor produtos cosméticos que contenham a substância butylphenyl methylpropional.

Neste sentido, as entidades que eventualmente disponham de produtos cosméticos integrando esta substância, ou outra proibida, não as podem disponibilizar e os consumidores que possuam tais produtos não os devem utilizar.

Segundo a RTC, a ERIS vai avançar com a identificação dos importadores e estabelecimentos comerciais, cujos responsáveis já estão cientes da medida e mostram-se preocupados, uma vez que 90% dos produtos são das marcas que contém o ingrediente proibido.

Balai c/ Inforpress

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