Resultados de Pesquisa

Karibu Zanzibar – Hakuna Matata!

Este ano tive o privilégio de, pela primeira vez na minha vida, pisar o continente africano, e logo por duas vezes. Sim, ainda que Cabo Verde seja parte integrante de África, nem sempre é fácil sair destas ilhas e rumar ao Continente e, nas minhas deslocações, pude perceber que muita gente sequer sabe da existência destas “minúsculas” ilhas localizadas no Atlântico, a quase 500 quilómetros da costa do Senegal.

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Figa Canhota – ainda nos restam setembro e o mar!

Este ano, nos prelúdios do período das “aságuas”, fomos brindados com previsões meteorológicas que sugeriam um início da época das chuvas bem mais cedo do que o habitual nos últimos anos, com elevada probabilidade de ocorrência de precipitações acima da média, isto é, de uma normal climatológica de 107 milímetros, no período junho-agosto, e de 244 milímetros, no período julho-setembro.

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Natureza em ebulição – Malthus tinha razão?

Estamos a viver uma era extremamente perigosa para a espécie humana, em todos os sentidos, com o próprio planeta, já esgotado, a revoltar-se contra nós. Tudo isso é consequência do apetite voraz do homem, que consome tudo o quanto de recursos há na Terra, desflorestando, poluindo, envenenando e dizimando espécies, incluindo o seu próprio semelhante.

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Aldeias à margem da rede rodoviária

Ao longo de milhões de anos, as forças naturais esculpiram as paisagens terrestres de diversas formas. No caso de Cabo Verde, nas ilhas geologicamente mais novas encontramos paisagens constituídas por maciços montanhosos acima dos mil metros, nalguns casos, separados por vales profundos. É, por exemplo, o caso da ilha de Santo Antão.

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A Luz apagou a escuridão

O caminho que Cabo Verde ainda tem de trilhar até alcançar o status de país
desenvolvido não só é longo como também requer um enorme esforço em
termos de recursos, em especial dos financeiros, que são escassos, e dos
humanos, que ainda careçam de uma maior e melhor especialização em áreas
estruturantes como as ciências e tecnologias. Mas, convenhamos, em pouco
menos de meio século de existência, este pequeno país conseguiu dar passos
de gigante em muitos aspetos.

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O prelúdio do despertar do caos

Por mais alto que ascendamos na hierarquia social, somos todos vítimas das malezas do tempo, com a natureza sempre a tender por não nos tomar por diferentes. O nosso ciclo biológico é igual ao dos demais seres vivos que habitam este planeta: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer.

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O efémero Jardim das Hespérides

Estamos em plena época das “aságuas”, período em que estes dez grãozinhos de areia experimentam uma singular metamorfose, que resulta num denso tapete verde interino cobrindo a face nua de cada um deles. À semelhança de uma lagarta estiola que, dentro do seu casulo, aguarda pelo preciso momento para se converter numa linda borboleta multicores, as ilhas renascem em cada monção e a vida animal e vegetal que há nelas prospera como nunca.

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Em cada Porto, São João!

Desde menino que eu alimentava o sonho de ir ao Porto Novo por altura das festas de São João. Das três festas de romarias (Santo António das Pombas, São João Baptista e São Pedro Apóstolo) que se comemoram na ilha de Santo Antão, durante o mês de junho, na minha infância só não tive oportunidade de ir às festas de São João. De modo que, sempre que via outras crianças a irem, na companhia dos seus familiares, ficava um pouco triste, pior ainda ficava quando, no regresso, elas relatavam os bons momentos que tinham passado.

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Ciclope Gongon – O Gigante Petrificado de Ribeira das Pombas

Pouco tempo após o ocaso, a Lua nasceu gigante e brilhante, no horizonte do mar da Pontinha de Janela. Assim que ela se ia erguendo no céu, o seu intenso brilho, sobre o mar, deixava um reflexo prateado. Em ponto menor, imperava, impávido, o Farol Fontes Pereira de Melo que, desde o seu palanque, situado na encosta fronteira do Ilhéu d’Boi, sinalizava, com o seu feixe de luz intermitente, as embarcações em trânsito nas proximidades da costa nordeste da ilha.

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A Lenda do Encantado da Pontinha de Janela

O dia já se encaminhava para a noite, com o sol a preparar-se para, uma vez mais, mergulhar no horizonte do mar da Pontinha de Janela. Sentado junto a ombreira da casinha de palha, nho Serafim contemplava o formar repentino de nevoeiro nos picos da Ribeira do Penedo, enquanto tirava fumo do seu cachimbo. A sua mão esquerda segurava o queixo, deixando-se aparentar pensativo e bastante preocupado. E deveras tinha razão para se encontrar nesse estado de manifesta aflição.

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