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Mudjer tem kulpa rixu

“Não quero ser poderosa”. Saltou-me aos ouvidos esta afirmação. A voz era mansa, calma, delicada, mas firme. Não consegui ouvir a conversa toda, as lidas eram tantas para aquele dia. Mas tirou minutos à minha atenção. Em mim, a certeza de tratar-se de uma mulher decidida e confiante. Uma mulher cuja vida soou-me de batalhas e vitórias. A nossa caminhada sempre foi mais quente e sedenta.

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Carnaval dos tempos do “bididó”

Andamos por estes dias entre o vestido da Ana, da “Ledigo”, e o fatinho da Ladybug. Confesso que a segunda opção recebeu logo o meu voto. “Waaw, que maravilha. A mamã sempre amou as joaninhas.” No fundo, alívio. A Ana não tem por cá fãs, o que dá liberdade aos retalhistas para a rápida eliminação. Que as mocinhas não me oiçam, mas prefiro a Ana à Elsa.

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Que dezembro seja jamais sinónimo de violência

Época festiva tem sido sinónimo de violência pela nossa terra. Há praticamente dois anos foi o meu pai. Assassinado durante um assalto. Dezembro de 2020. Dezembro jamais terá a mesma luz. O mesmo brio. Apesar de hoje ser mãe de dois e de Natal ser todo ele criança.

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Como é que se limpa uma alma que transborda?

Esperava o meu segundo filho quando a Joana passou por mim. Estava eu cheia de graça; segura de que um novo começo havia sido dadivado… E ela? Um tanto suja e perdida. Na verdade, acreditei-me mais perdida do que ela. Há imagens que doem a alma. Angústia, tristeza e um nó na garganta. Ainda em mim a sua perfeita imagem do tempo do liceu. Uma menina bonita cuja voz o tempo levou dos meus ouvidos.

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