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Na língua que nos tornou

A liberdade que hoje celebramos tem uma data: 5 de julho de 1975. Cinquenta anos.Cinco décadas. Meio século. “Nôs língua k d’nós” – um verso simples, mas profundo – ecoacomo uma máxima existencial que se tornou a força de resistência para o povo “desses dezgrãozinhos de terra que Deus espalhou no meio do mar”. Antes mesmo de estas ilhas se afirmarem como Estado, já se vivia na boca daqueles que diziam “nha terra, nha kretcheu”(minha terra, meu amor).

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grayscale photo of cutaway acoustic guitar

Análise da morna “Força di Cretcheu”, à luz da retórica

A morna é uma prática cultural de Cabo Verde que tem se destacado globalmente,transmitindo um encanto irresistível e disseminando o idioma materno, o crioulo. Além de estudar a estrutura poética das mornas, devemos valorizar a oportunidade de pesquisar a nossa língua materna e reconhecer como um simples dialeto pode ser analisado sob diversas perspetivas disciplinares. O domínio do crioulo permite que articulemos discursos coerentes e eloquentes mesmo com uma gramática complexa.

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